Marcio Lobo - cartunista

Cartunista Marcio Lobo reflete sobre idadismo com sua arte

Texto: Katia Brito

Marcio Lobo, cartunista autodidata, que em março completará 56 anos, é o autor dos cartuns em destaque nas redes sociais da Longevida. A inspiração veio do Glossário Coletivo de Enfrentamento ao Idadismo, lançado em dezembro do ano passado pela Longevida e parceiros, e especialmente do tema da campanha que deu origem à publicação: #lugardepessoaidosaéondeelaquiser: “Sem nenhum exagero, após ler a frase a criação foi automática, questão de segundos, foi incrível!”, conta. Conheça um pouco mais sobre ele nesta entrevista.

Como conheceu o Glossário Coletivo de Enfrentamento ao Idadismo? Já esteve ou está engajado em movimentos de longevidade?

Fui “marcado” por uma amiga (Silvia Triboni) num post do Grupo Maturi no Facebook. Entrei, fucei e adorei. Muito conteúdo, muita seriedade e muita relevância, muito mais que uma prestação de serviço. Conheci o Glossário nesse grupo. Nunca estive engajado em movimentos de longevidade até porque não sabia da existência deles, só que hoje isso virou um desejo.

Cartum Lobo - Glossário

Qual sua primeira impressão da frase da Campanha de Enfrentamento ao Idadismo da Longevida: #lugardepessoaidosaéondeelaquiser?

Uau, a frase! Foi absurdamente impactante, é uma frase absoluta, que não precisa ser explicada; nela contém respeito, protesto, enfrentamento, calor… enfim, uma frase libertadora. Gostaria muito de conhecer o (a) autor (a).

Como foi a criação das ilustrações inspiradas na frase?

Sem nenhum exagero, após ler a frase a criação foi automática, questão de segundos, foi incrível! Ao ler o glossário e os depoimentos houve uma mistura de sentimentos e confesso que entre eles houve uma boa dose de revolta. Não imaginava que esse preconceito fosse tão intenso e pesado, fiquei meio passado.

Como você avalia a importância da luta contra o idadismo?

Na minha opinião é de extrema importância que isso seja combatido incansavelmente, pois não se trata apenas de educação moral ou cidadania, e sim de saúde mental, bem-estar e respeito pela biografia de cada um.

Você sempre foi cartunista? Como e quando começou sua carreira?

Sim, sempre. O cartum sempre fez parte da minha vida. Com 11 anos de idade, havia criado exatos 51 personagens e alguns deles eu trabalhei em formato de historias em quadrinhos. Nunca parei. Comecei minha carreira em meados de 1982 na agência de publicidade James Walter Thompson como ilustrator training após ter vencido três concursos de desenho em nível nacional.

O que o motivou a trabalhar neste universo?

Aos 16 anos, conquistei o primeiro lugar num concurso de desenho promovido pela Rede Globo de Televisão e, aos 17, o primeiro lugar em dois concursos promovidos pela Editora Abril Cultural. Essas conquistas me renderam um Mini Buggy, uma moto 0 Km e um microcomputador, e isso me motivou a buscar um espaço profissional.

Quais os trabalhos de maior destaque na sua trajetória?

Minha relação com meus desenhos é 100% afetiva e não consigo destacar um ou outro. Tenho vários prêmios nacionais e internacionais, mas isso não quer dizer que algum mereça um destaque pessoal. Eu me orgulho sim, porém sem nenhuma vaidade, de ter trabalhado como cenarista em dois curtas-metragens Disney para a série DukeTales nos anos 90; trabalhos prazerosos e junto a uma equipe brilhante e inesquecível.

Como é seu trabalho hoje?

Há cinco anos, trabalho em casa como freelancer. Com o passar do tempo, uma recolocação se tornou impossível, pois a idade vai pesando. Sinto que fui ganhando alguns rótulos nada verdadeiros, do tipo, desatualizado, ultrapassado, inflexível, entre outros. Ouvi também de um ex-contratante que me tornei caro para o mercado, então desisti de tentar me recolocar, mas hoje me sinto feliz nessa condição.

A maturidade mudou sua perspectiva como cartunista?

Sim, a maturidade muda TUDO. O humor dos anos 80, 90 e 2000 são completamente diferentes do humor atual. O mundo mudou também e muito rápido por conta da tecnologia e acho que com esses novos cenários, novos conceitos e as novas necessidades, nós, cartunistas, precisamos de novos olhares.

Como você avalia a importância da sua arte nos dias de hoje? O que te inspira a desenhar?

A arte é absoluta, importante e necessária para a vida, seja ela minha, de gerações passadas ou a das que virão. A minha inspiração vem de tudo o que a vida me apresenta e o que mais me motiva a desenhar é exatamente tudo que me incomoda.

Quais são seus projetos para 2022? 

Inicio o ano concentrado em projetos autorais, (em fevereiro) lançarei uma história em quadrinhos na plataforma Amazon, e na sequência darei andamento a um livro infantil que foi baseado em um fato que ocorreu com a minha filhota numa praia da Bahia quando estávamos em férias. É um livro bem conceitual e com uma mensagem que vale para toda vida. Devo também abrir canais no YouTube com conteúdos sobre desenho, humor gráfico e cartuns animados. No mais, devo tirar outros projetos da gaveta, que apesar de estarem guardados são atuais, e dar andamento. Saiba mais no site Ilustralobo.wixsite.com/lobo

Velhice não é doença

OMS retira “velhice” da classificação de doenças

Movimento #velhicenãoédoença

Por determinação da Organização Mundial da Saúde (OMS), a partir de 1º de janeiro de 2022, “Velhice” passaria a integrar a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde – CID11, no capítulo sinais, sintomas e achados inespecíficos relacionados à saúde. Essa inclusão causaria um impacto negativo de proporções incalculáveis em vários segmentos, da saúde à economia, reforçando preconceito contra os mais velhos (idadismo), modificando as estatísticas de morbimortalidade e fomentando a indústria anti-ageing. Tal decisão representava um significativo retrocesso na área de gerontologia que, há décadas trabalha em prol do envelhecimento e do respeito à dignidade das pessoas idosas.

Embora essa decisão da OMS datasse de 2018, ela veio à tona no final de maio de 2021 por meio do canal @oquerolanageronto em uma live tendo como convidados Dr. Alexandre Kalache (ILC-Brasil) e Dr. Carlos Uehara (SBGG) dando início a uma grande mobilização da sociedade civil e criando o movimento #velhice não é doença que agregou diferentes pessoas e instituições em favor da exclusão desse código da CID11. 

Sob a liderança Dr Kalache, reconhecido internacionalmente por conquistas em prol do Envelhecimento Ativo e Saudável, esse movimento produziu inúmeros encontros e discussões virtuais, além de documentos encaminhados ao Ministro da Saúde e à própria OMS. O propósito de valorização do envelhecer com dignidade ganhou rapidamente a adesão de milhares de pessoas e de instituições importantes como: Centro Internacional de Longevidade Brasil (ILC-BR), Pastoral da Pessoa Idosa, SESC, universidades públicas, CONASS, CONASEMS, ativistas políticos como o ex-vereador Gilberto Natalini.

A presidente destituída do Conselho Nacional de Direitos das Pessoas Idosas, Lúcia Secotti, a Longevida, o Movimento Atualiza, ABG (Associação Brasileira de Gerontologia), entre outras, se uniram à causa, que repercutiu junto à sociedade civil, à imprensa e as mídias em geral. O Movimento #velhicenãoédoença extrapolou fronteiras e ganhou a adesão de profissionais e instituições de diversos países da América Latina e da Europa, entre eles a Associação Internacional de Gerontologia e Geriatria (IAGG) e o Ministério da Saúde da Costa Rica.

Vitória das pessoas idosas

Longevida - Velhice não é doença

Finalmente, após meses de ampla articulação e forte presença nas redes sociais, a OMS decidiu que o código “Velhice” será retirado da CID-11. O anúncio foi feito pela direção da divisão que coordena a iniciativa ‘Década do Envelhecimento Saudável’ a Kalache em 14 de dezembro. ‘Um dia histórico de conquista da sociedade civil brasileira que beneficiará as pessoas idosas de todo o mundo’, comemora. A mudança já consta no site da OMS e no lugar de “Old age”, no código MG2A consta Ageing associated decline in intrinsic capacity (capacidade intrínseca em declínio associada ao envelhecimento).

O movimento #velhicenãoédoença continuará estimulando o debate público sobre as implicações do termo que substituirá a palavra ‘velhice’ na CID-11, bem como prosseguirá na defesa dos direitos à vida e às práticas cidadãs em prol do bem-estar das pessoas idosas – como proposto pela Convenção Pan-Americana de Direitos das Pessoas Idosas ainda não endossado pelo governo brasileiro. Acompanhe o perfil do Instagram e a página do Facebook do movimento.

Longevida

O braço social da Longevida participa ativamente desde o início do movimento “Velhice não é Doença” com Sandra Gomes, na articulação, e Karen Garcia de Farias, no marketing e nas redes sociais, juntamente com Luanna Roteia. Katia Brito e Silvia Triboni também colaboram com a iniciativa. A PNZ Comunicação, de Fabian Ponzi, parceiro da Longevida, foi responsável pela identidade visual do movimento.

Portais de Pernambuco, São Paulo e Portugal destacam o Glossário Coletivo

O lançamento do Glossário Coletivo de Enfrentamento ao Idadismo, realizado no dia 10 de dezembro, Dia Mundial dos Direitos Humanos, foi destaque em veículos de comunicação de São Paulo, Pernambuco e Portugal. A publicação foi idealizada pela Longevida e conta com importantes parceiros: a Prefeitura de Recife, por meio da Gerência da Pessoa Idosa; Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)Grande Conselho Municipal do Idoso de São Paulo; Secretaria Municipal de Cidadania e Direitos Humanos de São PauloCasa Vovó Bibia de Apoio à Família, também de Recife (PE), e o Movimento Atualiza. A publicação estará disponível para download no site da Longevida – www.longevida.ong.br. O material reúne termos, expressões, frases e situações que expressam o idadismo, preconceito contra a pessoa idosa. Confira as publicações:

ENVELHECER (Portugal)

LONGEVINEWS (Região Metropolitana de Campinas/SP)

PORTAL DO ENVELHECIMENTO (São Paulo)

PORTAL PINZÓN (Pernambuco)

Lançamento Glossário Coletivo

Longevida lança Glossário Coletivo de Enfrentamento ao Idadismo

Com Prefeitura de São Paulo

A Longevida, consultoria na área do envelhecimento, lança nesta sexta-feira, dia 10 de dezembro, Dia dos Direitos Humanos, o Glossário Coletivo de Enfrentamento ao Idadismo. A live especial vai apresentar o material, produzido de forma colaborativa, com importantes parceiros, reunindo termos, expressões, frases e situações que expressam o idadismo, o preconceito contra a pessoa idosa. Acompanhe a live no YouTube da Longevida: https://www.youtube.com/c/Longevida ou no Facebook: https://www.facebook.com/longevidaconsultoria.

O Glossário Coletivo foi produzido em parceria com a Prefeitura do Recife, por meio da Gerência da Pessoa Idosa; Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE); Grande Conselho Municipal do Idoso de São Paulo; Secretaria Municipal de Cidadania e Direitos Humanos de São Paulo; Casa Vovó Bibia de Apoio à Família, também de Recife (PE), e o Movimento Atualiza. Após a live, o material estará disponível para download no site da Longevida – www.longevida.ong.br.

A iniciativa é uma das ações da Campanha de Enfrentamento ao Idadismo “Lugar de pessoa idosa é onde ela quiser”, lançada em outubro de 2021 pela Longevida. Outras ações foram as lives sobre o duplo preconceito que muitas vezes envolve a pessoa idosa, em relação ao capacitismo, ao racismo, à população LGBTQIA+ e a feminização da velhice. Temas que nos revelam como o idadismo, infelizmente, está na estrutura da sociedade, nas instituições públicas e privadas, e por vezes é reproduzido pelas próprias pessoas idosas. As lives podem ser visualizadas no YouTube da Longevida.

Festival Direitos Humanos

O lançamento do Glossário Coletivo de Enfrentamento ao Idadismo também integra o Festival de Direitos Humanos, iniciativa da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC), que começou no dia 4 de dezembro. Em sua nona edição, a programação mescla atrações presenciais e virtuais, incluindo cine debates, oficinas, paineis e conferir exposições fotográficas.

O festival, que termina na sexta, traz temas relacionados à garantia de direitos fundamentais e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). As atividades são gratuitas, e a presença, em muitas delas, dá direito a certificados de participação. Acesse a programação completa do Festival de Direitos Humanos aqui.

Longevida dá início ao Conversas na Janela

Por Katia Fonseca

A Longevida acaba de lançar o projeto social Conversas na Janela, que pretende ser um espaço virtual de bate-papo entre pessoas com mais de 60 anos. Por meio da plataforma Zoom, grupos de, no máximo, sete pessoas, se reunirão uma vez por semana para conversar, trocar experiências e compartilhar suas histórias. A atividade é totalmente gratuita e faz parte do braço social da Longevida.

A primeira etapa do projeto, que teve início dia 4 de dezembro de 2021, consiste em convidar as pessoas para formarem os grupos. O convite está sendo divulgado nas redes sociais da Longevida (Facebook, Instagram e Twitter). À medida que os(as) interessados se manifestarem, os grupos de sete pessoas começarão a ser fechados. Na segunda etapa, será a hora de definir as características do grupo, baseadas nos interesses comuns entre as pessoas inscritas; também será definido o dia da semana e horário das reuniões. E, assim, em seguida, começa a conversa na janela virtual do Zoom.

Espantando a solidão

A solidão tem estado cada vez mais presente na vida de qualquer pessoa. Quando se trata da pessoa idosa, isso tende a se intensificar. Há mais dificuldade para a pessoa idosa ser ouvida. A correria do dia a dia das pessoas mais novas, envolvidas em inúmeros afazeres do dia a dia, nem sempre permite que se tenha tempo para ouvir histórias ou deixar-se levar por divagações por vezes efêmeras e descompromissadas.

Ter um espaço para conversar, sem compromisso com o “fazer acontecer”, simplesmente para compartilhar recordações, desejos, expectativas ou qualquer outro sentimento premente, colabora sobremaneira para a saúde emocional da pessoa idosa.

Este é o principal objetivo do projeto Conversas na Janela: espantar a solidão.

Vem conversar conosco!

DIA INTERNACIONAL DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA 2021

Compilação da nota e logomarca: Romeu Sassaki

Em 2021, o tema do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência é “Liderança e participação das pessoas com deficiência por um mundo pós-Covid-19 inclusivo, acessível e sustentável”, a ser comemorado no dia 3 de dezembro.

        A comemoração deste Dia Internacional foi proclamada em 1992 pela resolução 47/3 da Assembleia Geral das Nações Unidas. O objetivo desta data comemorativa é promover os direitos e o bem-estar das pessoas com deficiência em todas as esferas da sociedade e do desenvolvimento, e aumentar a consciência sobre a situação das pessoas com deficiência em todos os aspectos da vida política, social, econômica e cultural.

        Atualmente, a população mundial é de mais de 7 bilhões de pessoas. Deste total, mais de um bilhão (ou aproximadamente 15%) vivem com alguma forma de deficiência. E deste bilhão de pessoas com deficiência, 80% vivem em países em desenvolvimento.

        Com base em muitas décadas de trabalho da ONU no campo da deficiência, a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CRPD), adotada pela Assembleia Geral em 13/12/2006, tem avançado ainda mais os direitos e o bem-estar das pessoas com deficiência na implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e outras estruturas de desenvolvimento internacional.

        A Convenção (em seu Artigo 9 – Acessibilidade) visa permitir que as pessoas com deficiência vivam de forma independente e autônoma participem plenamente em todos os aspectos da vida e do desenvolvimento. Exorta os Estados Partes a tomarem as medidas adequadas para (1) assegurar que as pessoas com deficiência tenham acesso a todos os aspectos da sociedade, em igualdade de oportunidades (nos mesmos espaços ocupados pela maioria da população) e em equidade de condições (na medida justa da singularidade e especificidade de cada pessoa; e (2) identificar e eliminar os obstáculos e barreiras à acessibilidade.

        O logotipo do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência – este que aparece em destaque no início do texto – é o mesmo desde 1992.

Portanto, o símbolo do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência é o mesmo do Ano Internacional das Pessoas Deficientes. O seu significado é o mesmo: representa duas pessoas que se dão as mãos, numa atitude mútua de solidariedade e de apoio em plano de igualdade, circundadas por uma parte do emblema da ONU.

Silvia Triboni entrevista Gianni Pes

Blue Zones – Sardegna nos dias de hoje

Texto e imagem principal: Silvia Triboni

Acredito que você já saiba o que são, e onde estão localizadas as Blue Zones. Aquelas 5 regiões do mundo em que as pessoas chegam aos 100 anos, ou mais, e com muita saúde! Entretanto, caso não saiba, apresentarei uma síntese sobre estas famosas localidades onde os seus habitantes se destacam em longevidade ativa e feliz.

Primeiramente, gostaria que soubesse que interesso-me por tudo que possa nos inspirar à construção e manutenção de nosso protagonismo sênior, razão pela qual decidi estudar as Blue Zones. Para tanto, iniciei a missão Centenarian que tem por objetivo explorar as famosas zonas azuis, tendo iniciado o estudo pela primeira região declarada Blue Zone – a Sardegna, na Itália, onde estive em outubro deste ano.

Sardenha - Blue zones
Sardenha foi a primeira região declarada Blue Zone (Imagem: Unplash)

O que são e como surgiram as Blue Zones?

Blue Zones (zonas azuis) é um termo não científico dado a regiões geográficas que apresentam habitantes que atingem idades mais elevadas em comparação ao resto do mundo. São pessoas que vivem com mais de 90 e 100 anos.

O termo apareceu pela primeira no artigo do jornalista Dan Buettner, de novembro de 2005, da revista National Geographic, “The Secrets of a Long Life”.

Contudo, o conceito das Blue Zones surgiu em 2004, na ilha da Sardenha, a partir do trabalho demográfico feito pelos pesquisadores Gianni Pes e Michel Poulain, e outros cientistas, descrito no jornal Experimental Gerontology, que identificou a província de Nuoro, em Ogliastra na Sardegna, como uma região de excepcional concentração de homens centenários.

A equipe de pesquisa investigou uma peculiaridade genética de seus habitantes: o marcador M26. Constataram que este gene é ligado à longevidade excepcional dos residentes daquela ilha, um gene que permaneceu imutável nos habitantes daquele lugar. Entretanto, descobriram, também, que não só a genética dos sardos era responsável pelo alto índice de longevidade. Constataram que o estilo de vida saudável, e muito tradicional, era um fator preponderante na manutenção da saúde integral e dinamismo daquele povo.

Posteriormente outras 4 regiões foram investigadas pelos citados cientistas, e classificadas como Blue Zones. São elas ao todo: Icaria (Grécia); Ogliastra, Sardenha (Itália); Okinawa (Japão); Península de Nicoya (Costa Rica) e Loma Linda, Califórnia (EUA).

Blue Zones – Sardegna nos dias de hoje – Entrevista com o cofundador Dr. Gianni Pes

Deste modo, de posse de meus estudos prévios fui para Sardegna experimentar e saber mais sobre o viver dos centenários sardos. Para tanto, tive o privilégio de entrevistar um dos fundadores das Blue Zones, o Professor Gianni Pes, que gentilmente recebeu-me em Cagliari, capital da Sardegna, onde pudemos conversar sobre a vida atual daquela Blue Zone e outros tópicos interessantes, como você poderá constatar abaixo..

Silvia Triboni entrevista Gianni Pes
Silvia Triboni esteve na Sardegna e entrevistou Giovanni Pes (Imagem: Silvia Triboni)

Giovanni Pes é médico e pesquisador sênior do Departamento de Medicina Clínica e Experimental da Universidade de Sassari, Sardenha, Itália. É cofundador das Blue Zones, sendo também responsável pela identificação e certificação de outras zonas azuis ao redor do mundo. Dr. Pes é expert em nutrição, dietética, diabetologia e geriatria e continua a se concentrar em fatores nutricionais e de estilo de vida associados a uma vida longa.

Silvia Triboni – Professor Gianni muito obrigado por este privilégio de poder entrevistá-lo e poder saber um pouco sobre a sua experiência, sobre o seu trabalho associado à longevidade dos habitantes da Sardegna, e sobre a criação das Blue Zones. Agradeço e peço que nos conte um pouco de sua trajetória.

Professor Gianni Pes – Muito obrigado, eu sou médico e trabalho na Universidade de Sassari, na Sardenha, na Itália. Tudo começou há quase 20 anos quando eu estudava a distribuição da mortalidade entre as pessoas daquela região e descobri que havia uma parte montanhosa central da ilha onde a mortalidade era menor do que em qualquer outro lugar. Pensei que naquela área o número de centenários deveria ser maior do que em outros lugares e, então, eu e o meu colega começamos a visitar uma a uma todas as municipalidades da Sardegna. Foi quando descobrimos muito rapidamente que havia uma concentração de centenários em seis ou sete aldeias no topo das montanhas da ilha.

Demos àquelas regiões o nome de Blue Zone porque nós tínhamos um marcador azul que usávamos todas as vezes que nós descobríamos uma região onde o número de centenários ultrapassava o que tínhamos como referência. Foi quando decidimos escrever os primeiros artigos científicos que adotamos este termo BLUE ZONE. Na época eu não imaginei que isso se tornaria tão famoso mundialmente.

Silvia Triboni – Após quase 20 anos, os descendentes das pessoas pesquisadas que naquela época tinham 60 ou 70 anos de idade, podem estar agora com 90 ou mais anos. Esses descendentes seguem a receita de seus ancestrais para uma vida longa e saudável? Como é a vida dos descendentes daqueles primeiros centenários identificados na pesquisa?

Professor Gianni Pes– Em primeiro lugar, gostaria de dizer que eu tive a sorte de estudar os centenários 20 anos atrás, e hoje em dia para que eu possa comparar de alguma forma, eu precisaria olhar para o estilo de vida deles, por exemplo, para a dieta. Acho que existem algumas diferenças entre os centenários de há 20 anos com os centenários de hoje em dia. Não sei se é o número de centenários é o mesmo ou está subindo.

Alguns colegas dizem que provavelmente a zona azul desaparecerá e isto é muito triste para mim. Espero que estejam errados. Mas, de acordo com alguns colegas, existem indicações de que a força da longevidade está a diminuir, e, segundo eles, a razão é o estilo de vida das gerações mais jovens que é diferente do estilo de vida dos antigos centenários. Eu realmente espero que eles estejam errados e a Blue Zone continue a existir.

Silvia Triboni – Espero que sim também, Professor! E falando sobre o atual estilo de vida das pessoas idosas de hoje em dia, gostaria de saber se eles são influenciados pela tecnologia, e uso de redes sociais? Se sim, isto é positivo, ou não, para a longevidade.

Professor Gianni Pes: Eu diria que em geral na Sardegna as pessoas mais idosas são capazes de usar a tecnologia mas de uma forma bem simples. Muitos deles são capazes de usar o celular ou, em alguns casos e raramente usam o computador.

Os centenários de 20 anos atrás viviam em um ambiente cultural completamente diferente. Eles eram às vezes pobres pastores, ou fazendeiros, e representavam uma cultura que está praticamente desaparecendo. Não eram familiarizados com a tecnologia, mas agora a situação mudou, por exemplo, a maioria deles tem um celular e podem ligar para os parentes.

O turismo em massa nas Blue Zones

Silvia Triboni: As Blues Zones se tornaram mundialmente famosas, a atraírem um grande número de turistas ansiosos por conhecerem, de perto, a receita da longevidade. O turismo é mau, ou não, para o ecossistema das Blue Zones?

Professor Gianni Pes: Eu realmente penso que é perigoso. Temos testemunhado uma espécie de turismo em massa nas Blue Zones. Infelizmente, e provavelmente, devido ao nosso trabalho muitas pessoas querem visitar todas as Blue Zones.

Silvia Triboni – Professor, eu soube que a Blue Zone de Okinawa está sofrendo pelo turismo em massa. É verdade?

Professor Gianni Pes – Entre as Blue Zones, provavelmente em Okinawa o nível de longevidade está decrescendo. Não especificamente por causa do turismo, mas pelo fato de que a geração mais jovem não segue mais a tradição dos mais velhos, especialmente quanto à dieta. Seguem a dieta ocidental e esquecem a tradicional dieta de Okinawa rica em alimentos do mar e em vegetais. Passaram, provavelmente, de uma dieta baseada em vegetais para uma dieta com mais carne e gordura.

Novas Blue Zones?

Silvia Triboni: Professor, o senhor já ouviu falar de Veranópolis, uma cidade no Brasil age-friendly e com alto índice de longevidade?

Professor Gianni Pes – Sim. Estou feliz por saber que há cidades que podem se candidatar a serem Blue Zones. Ainda que sejam não oficiais, podem vir a ser desde que possam comprovar cientificamente as condições de longevidade.

Um ponto muito interessante, é que há governos, como o exemplo de Singapura, que decidiu seguir, o que podemos chamar, a filosofia das Blue Zones.

O governo de Singapura, na Ásia, decidiu contar com nosso trabalho sobre as Blue Zones para modificar, ou tentar modificar, o estilo de vida de pessoas idosas, por exemplo ajudando-os a ter um contato mais próximo com a geração mais jovem, criando, por exemplo, casas onde avós e netos vivem juntos. Isso é emocionalmente muito importante. Esse intercâmbio entre as gerações é realmente uma das coisas mais importantes para se envelhecer graciosamente.

Qual é a receita de longevidade dos centenários da Sardegna?

Silvia Triboni: O senhor afirma que a genética não é o fator determinante para a especial longevidade do povo da Sardegna. Quais são os fatores mais importantes para este fenômeno? Qual é a receita de vida longa dos centenários da Sardegna?

Professor Gianni Pes: Primeiramente, devo dizer honestamente que não podemos mais seguir a vida dos anciãos sardos porque eles viviam em uma era completamente diferente da atual.

Não podemos viver como os pastores sardos, por exemplo. Estamos vivendo em uma sociedade moderna e rápida. Então, a única coisa que podemos aprender com a zona azul da Sardenha é tentar pegar alguns aspectos específicos de suas vidas, como, por exemplo, o da atividade física.

Não precisamos ir para as montanhas como os pastores da Sardenha que caminhavam 30 quilômetros por dia. Isso foi algo excepcional mesmo naquele tempo. Nós não podemos fazer isso em nossas vidas cotidianas, mas podemos tentar aumentar a nossa atividade física e principalmente a atividade física aeróbica em espaços abertos.

Outra coisa que nós podemos tentar modificar é a nossa dieta. Diminuir a quantidade de gorduras e açúcares que comemos todos os dias, tentando comer mais frutas e vegetais como faziam os velhos sardos.

Podemos também tentar melhorar o nosso relacionamento com as outras pessoas e familiares. Em grandes cidades os parentes são negligenciados, não são cuidados, então isso deveria mudar se quisermos viver, não digo necessariamente até os 100 anos, mas, pelo menos, para envelhecermos sem doenças. O que é importante não é viver mais, mas sem doenças. Este é o esforço que devemos fazer.

Silvia Triboni – Parar de consumir o leite de vaca e reduzir o consumo da carne, como fazem os longevos da Sardenha, pode ser um bom começo?

Professor Gianni PesReduzir o consumo da carne é importante. Entre os anciãos da Sardenha a carne era consumida apenas uma ou duas vezes por mês.

Eles comiam muito queijo mas não do leite de vacas, mas de ovelha ou cabra. A qualidade do queijo e do leite são completamente diferentes. Isso significa que são proteínas animais que podem ser consumidas especialmente após uma certa idade, porque você sabe que tendemos a perder músculos com a idade, e aumentar o consumo de proteínas de origem animal é bom, mas não de carne. Proteínas animais como leite, queijo ou ovos que não são tão perigosos.

Há preconceito etário na Sardenha?

Silvia Triboni – Atualmente há um grande debate sobre o preconceito etário. Gostaria de saber o seu ponto de vista sobre o etarismo, na Itália, e, especificamente na Sardenha. Há etarismo naquela Blue Zone?

Professor Gianni Pes – Não na Sardenha, mas sim em outras regiões da Itália.

Este tipo de discriminação está aumentando porque a geração mais jovem as vezes não está disponível para cuidar de pessoas idosas.

O preconceito de idade na Blue Zone é quase ausente pois os longevos ali são muito respeitados pelos jovens. A população tem orgulho de ter estes centenários. Eles representam o símbolo da força de toda a população. Mas eu não posso excluir isso no futuro, que esta atitude atual desapareça. Ninguém sabe. Temos que esperar para ver se algo vai realmente mudar.

Silvia Triboni – Suas palavras são muito importantes e vou compartilhá-las muito entre brasileiros e portugueses, pois precisamos saber que hoje, na Blue Zone Sardegna o etarismo não existe.

Terminando a nossa conversa, peço-lhe as suas palavras finais para os meus amigos e leitores brasileiros e portugueses, os quais certamente terão muito orgulhoso de poder aprender com os seus conselhos.

Professor Gianni Pes: Eu diria que o melhor conselho é o seguinte:

tente amar as pessoas que vivem ao seu lado. É o melhor conselho. Não para ter uma vida longa, mas para envelhecer graciosamente.

Assista o vídeo da entrevista realizada em Cagliari, Sardenha, Itália, no dia 16.10.2021:

Concurso de Crônicas - Prefeitura do Recife

Recife lança Concurso de Crônicas com o tema “Velhice não é doença!”

Prefeitura do Recife / Foto: Daniel Tavares-Divulgação/PCR

A Prefeitura do Recife (PE), por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social, Direitos Humanos Juventude e Políticas sobre Drogas (SDSDHJPD) e do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa do Recife (Comdir), lançou  o edital do 1º Concurso de Crônicas com o tema “Velhice não é doença!”. Direcionado exclusivamente  às pessoas residentes no Recife, o concurso faz parte da programação do Outubro da Pessoa Idosa de 2021. Acesse o edital pelo link – http://www2.recife.pe.gov.br/sites/default/files/edital_concurso_de_cronicas.pdf

De acordo com a gerente da Pessoa Idosa, Cacilda Medeiros, o Concurso de Crônicas acontece em tempos de discussões sobre Políticas de Enfrentamento aos diversos tipos de violência contra a Pessoa Idosa. E a temática escolhida vai de encontro ao absurdo sobre a possível inclusão de velhice como doença ou problema de saúde, anunciada pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Cacilda destaca que a  intenção é que as produções possam equivaler a manifestações positivas em relação ao olhar da Geriatria e da Gerontologia para a velhice, quando deve haver dignidade e respeito por este grupo social.  As inscrições podem ser realizadas até o dia 10 de novembro. O resultado do concurso será publicado no dia 04 de dezembro, no Diário Oficial do Município, e a premiação no dia 10 de dezembro, durante a VIII Jornada Municipal de Direitos Humanos.

Seminário sobre envelhecimento

Entre os dias 26 e 28 de outubro, Recife realizou o II Seminário sobre Envelhecimento, Velhice e Longevidade – Velhice não é Doença: Diversidade, Inclusão e Cidadania, com apoio da Longevida. Sandra Regina Gomes, diretora e fundadora da Longevida, participou da primeira mesa do seminário com o tema “A velhice para além dos preconceitos e estereótipos: em busca de um envelhecimento ativo”, ao lado de Cacilda Medeiros. O vídeo está disponível no canal do YouTube da Gerência da Pessoa Idosa:

Glossário Coletivo

A Prefeitura do Recife, por meio da Gerência da Pessoa Idosa, é uma das parceiras da Longevida na produção do Glossário Coletivo de Enfrentamento ao Idadismo, que vai reunir, de forma colaborativa, frases, expressões, conceitos e denominações que representem o preconceito contra a pessoa idosa. Também apoiam a iniciativa o Movimento Atualiza, o Grande Conselho Municipal do Idoso de São Paulo, a Secretaria Municipal de Cidadania e Direitos Humanos de São Paulo e a Casa Vovó Bibia de Apoio à Família, de Recife (PE).  

Qualquer pessoa física ou jurídica pode colaborar com o Glossário Coletivo até o dia 12 de novembro pelo e-mail contato@longevida.ong.br. O material será publicado dia 10 de dezembro, Dia dos Direitos Humanos, mesma data da premiação do Concurso de Crônicas.

Lina Menezes recebe Sandra Regina Gomes

Tv Faz Muito Bem 50+ destaca políticas públicas e envelhecimento

Uma aula sobre a importância das políticas públicas para um envelhecimento saudável com Sandra Regina Gomes, diretora e fundadora da Longevida, no programa Tv Faz Muito Bem 50+, comandado pela jornalista Lina Menezes. O programa foi ao ar na TV Câmara SP no dia 8 de outubro e agora está disponível no canal do YouTube Tv Faz Muito Bem.

O Tv Faz Muito Bem 50+ é um canal com dicas para se viver mais e melhor, trazendo entrevistas com especialistas e pessoas inspiradoras e dicas sobre saúde, estilo de vida, comportamento e muito mais. Os programas são exibidos na Tv Câmara SP, canal 8.3, às sextas-feiras, 14h30, com reprises na semana.

A entrevista com Sandra, que tem uma longa jornada na gerontologia e na gestão pública, foi dividida no canal do YouTube em Parte 1 e 2. Confiram!

curso Políticas públicas para pessoas idosas

Curso vai abordar políticas públicas para a pessoa idosa

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Estão abertas as inscrições para o curso Política Nacional do Idoso: Gestão na Prática, promovido pela Longevida, consultoria na área do envelhecimento. Os participantes vão compreender e aprofundar conhecimentos a respeito da Política Nacional do Idoso e a sua aplicabilidade nas políticas públicas com foco na garantia de direitos da pessoa idosa. A primeira aula será no dia 3 de novembro. Veja como se inscrever no site longevida.ong.br. Há valores promocionais para grupos.

O curso será ministrado por Sandra Regina Gomes (foto), uma das maiores especialistas brasileiras em gestão de políticas públicas para pessoas idosas no país, fundadora e diretora da Longevida. Serão quatro módulos com duração de quatro horas cada, num total de 16 horas/aula, com trocas de experiências e vivências, por meio de dinâmicas.

As atividades do curso Política Nacional do Idoso são voltadas para todos os interessados no assunto, mas especialmente construído para profissionais que atendem a população idosa, conselheiros dos Conselhos de Direitos, familiares, cuidadores de idosos, estudantes e gestores. Os alunos receberão relação bibliográfica, assim como o material apresentado em aula. Será fornecido certificado para quem tiver 70% de presença.

Módulos do curso

As aulas serão nos dias 3 e 4, 10 e 11 de novembro, das 17 às 21 horas. Os temas do primeiro módulo serão: Política Nacional do idoso e os Marcos Legais; Controle Social: Conselhos de Direitos das Pessoas Idosas e as Conferências Municipais, Estaduais e Nacional dos Direitos das Pessoas Idosas, e o Fundo Nacional do Idoso.

No segundo módulo do curso Política Nacional do Idoso, Sandra Regina Gomes apresentará a Rede de Atendimento a Pessoa Idosa no Brasil; Cuidadores de Idosos Formais e Informais, formação, avanços e desafios; e modelos de moradias para pessoas idosas. O módulo seguinte abordará os direitos da pessoa idosa, violência sob a perspectiva da prevenção e rede protetiva e o papel da pessoa idosa na família.

O último módulo vai destacar a Formação de Conselheiros e a iniciativa da Escola de Conselhos Professor Paulo Freire, criada por Sandra na Prefeitura de São Paulo quando estava à frente da Coordenadoria de Políticas para a Pessoa Idosa. E ainda formação tecnológica para a inclusão da pessoa idosa e Envelhecimento Ativo e a Década do Envelhecimento Saudável.

Sandra Regina Gomes

Referência em gestão de políticas públicas para a pessoa idosa, Sandra Gomes é fonoaudióloga, formada pela PUC-SP; titulada especialista em Gerontologia pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG); e Mestre em Gestão e Políticas Públicas na Fundação Getúlio Vargas (SP).

Coordenou a Política Pública para Pessoas Idosas na Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura de São Paulo, onde regulamentou o Fundo Municipal do Idoso e criou a Escola de Conselhos “Professor Paulo Freire”. Também esteve Coordenadora-Geral dos Direitos do Idoso da Secretaria dos Direitos Humanos do governo federal, criou o Disque 100 – Módulo Idoso e regulamentou a Lei do Fundo Nacional do Idoso.

Sandra é responsável por programas e campanhas de Prevenção de Quedas e Acidentes Viários com Pessoas Idosas em 18 Estados brasileiros. E docente de cursos de pós-graduação em Gerontologia do Hospital Albert Einstein (SP, RJ e PR), Hospital Cynthia Charone (PA), Faculdade São Camilo (SP), Hospital Oswaldo Cruz (SP) e PUC-MG. É membro da Associação Brasileira de Gerontologia (ABG) e conselheira do Instituto Velho Amigo e da Associação São Joaquim.