Glossario Coletivo

Longevida lança projeto da segunda edição do Glossário Coletivo

A live “Não ao Idadismo! A voz da população idosa nas cinco regiões do Brasil”, no dia 30 de maio, marcou o lançamento do projeto da segunda edição do Glossário Coletivo de Enfrentamento ao Idadismo. A iniciativa da Longevida conta com parceiros em 18 Estados.

O evento, que debateu a situação da pessoa idosa no país, contou com a participação de Yacy Souza Derzi, conselheira estadual do Idoso do Amazonas, representando a Região Norte; Albemar Araújo, conselheiro do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa do Recife (PE), pelo Nordeste; José Araújo, conselheiro do Conselho Estadual da Pessoa Idosa do Paraná, pelo Sul; Maria Enaura Vilela Barricelli, conselheira do Grande Conselho Municipal do Idoso de São Paulo (SP), pelo Sudeste, e Carmencita Balestra, presidente do Conselho Municipal do Idoso de Inhumas (GO), representando o Centro-Oeste. Acesse a live completa no Canal no YouTube da Longevida.

Na ocasião, foi o lançado o projeto da segunda edição do Glossário Coletivo de Enfrentamento ao Idadismo, que dá continuidade à campanha #LugarDePessoaIdosaÉOndeElaQuiser, iniciada em outubro do ano passado, nas comemorações do Dia da Pessoa Idosa. O objetivo é reunir, como na primeira edição, de forma colaborativa, frases, expressões e depoimentos idadistas que sejam representantes regionais da nossa língua, mostrando que o preconceito etário está espalhado por todo o país.

Para que a nova edição seja ainda maior e mais representativa que a de 2021, a Longevida conta com a participação de importantes parceiros que representam 18 Estados brasileiros.

Qualquer pessoa física ou jurídica poderá colaborar com o Glossário Coletivo até o dia 31 de agosto, enviando sua contribuição de palavras, expressões e depoimentos idadistas pelo Google Forms: http://bit.ly/contribglossario. A segunda edição será lançada no dia 10 de dezembro, Dia dos Direitos Humanos.

Episódio destaca potencialidade da educação no enfrentamento ao idadismo

O segundo episódio da websérie “Idadismo: Entre Imaginários e a Vida Vivida” abordou o preconceito contra a pessoa idosa sob a ótica da educação, com um diálogo vivo, virtual e virtuoso, como disse no início do encontro, em março, a fundadora e diretora da Longevida, Sandra Regina Gomes, citando o professor Carlos Brandão. Renata Costa e Edlene Silva foram as intérpretes de Libras, enviadas pela Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência de São Paulo. 

As convidadas foram Lurdinha Martins, com mais de 40 anos na Educação, estando tanto na sala de aula com crianças do ensino fundamental como atuando na formação de professores, e a professora associada da Universidade de Brasília (UnB), Leides Moura, com experiência em pesquisa, enfermagem e temas do envelhecimento. O cartunista Márcio Lobo não pode estar presente.

A websérie é parte da Campanha de Enfrentamento ao Idadismo #Lugardepessoaidosaéondeelaquiser, iniciada em outubro de 2021, e se baseia no Glossário Coletivo de Enfrentamento ao Idadismo, lançado no dia 10 de dezembro, Dia dos Direitos Humanos. O terceiro episódio acontece nesta segunda, dia 25 de abril, às 19 horas, abordando o idadismo e a mídia, com a participação dos jornalistas Katia Fonseca e Ricardo Mucci.

Os parceiros da Longevida na websérie são os mesmos do Glossário Coletivo:  a Prefeitura do Recife, por meio da Gerência da Pessoa Idosa; Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) com o Núcleo de Envelhecimento, Velhice e Idosos (Nevi); Grande Conselho Municipal do Idoso de São Paulo; Conselho da Pessoa Idosa do Recife; Secretaria Municipal de Cidadania e Direitos Humanos de São Paulo; Casa Vovó Bibia de Apoio à Família, também de Recife (PE), a plataforma Vitrine Sem Idade, da Universidade de Brasília, o Grupo Cynthia Charone e o Movimento Atualiza. 

Segundo episódio

O encontro foi aberto com um vídeo do estudante de enfermagem da UnB, Gabriel Côrrea Borges, com uma carta escrita por ele em forma de manifesto, direcionada ao Brasil. Seu pedido é pelo fim do preconceito contra a pessoa idosa e a visão de uma velhice patológica, e que o envelhecer seja saudável, participativo e cidadão com foco nos idosos de hoje e do futuro. O texto foi criado durante uma oficina intergeracional na instituição. Clique aqui e leia o texto completo

Em sua fala Lurdinha destacou que as ações feitas em escolas são pontuais, e muitas vezes não surgem com esse foco, mas acabam levando a aproximação entre as crianças e as pessoas idosas. Para ela, a discussão sobre o idadismo precisa ser ampliada nas séries iniciais, e só será fortalecida na medida que for levada para os estudantes e suas famílias. Diante do debate, ela ressaltou que seu olhar mudou, percebendo o quão potente a escola pode ser no combate ao idadismo.

Sandra ressaltou que o tema do idadismo não faz parte da agenda da educação porque há um distanciamento da realidade do envelhecimento. Por isso a importância de caminhar pelas frestas e fissuras e colocar a discussão na agenda pública, sensibilizando gestores, alunos, coordenadores e toda a sociedade. A cidadania, como destacou citando Paulo Freire, não é algo que se perde com o envelhecer, deve ser exercida por toda a vida.

Para Leides, a conquista da longevida traz uma emergência histórica com um trabalho imenso a ser construído com a sociedade. Ela defendeu que entre os muitos papéis exercidos ao longo da vida, devemos aproveitar as convergências para criar novos enunciados sobre o processo de envelhecer. Por meio de um contato permanente ao longo da vida escolar formal, não formal e informal, entre as gerações, reconstruir as narrativas que historicamente deixaram os idosos um pouco mais invisibilizados.

As duas educadoras ressaltaram que o currículo escolar, seja nas séries iniciais como no meio universitário, é vivo e pode abarcar as questões que tratem do envelhecimento como uma etapa da vida, um compromisso que precisa ser assumido por todos. Leides destacou também os trabalhos realizados na UnB, como os ateliês de empatia criativa.

Nos comentários, destaque para ações como do Movimento StopIdadismo que em Portugal distribuiu em escolas fundamentais calendários ilustrados para a educação das crianças contra o preconceito etário, e o exemplo da Casa Vovó Bibia, em Recife (PE), que atua junto a escolas para promover o encantamento do envelhecimento com dignidade humana.

Confira aqui a lista de referências bibliográficas citadas no encontro.

Assista o episódio completo no Facebook ou no canal do YouTube da Longevida.

Doação Fundo do Idoso - Declaração Imposto de Renda

Contribua com os Fundos da Pessoa Idosa

Em tempos de declaração do Imposto de Renda, que deve ser entregue até o dia 29 de abril, a Longevida destaca a importância dos Fundos da Pessoa Idosa, como fontes de recursos para a realização de projetos e iniciativas que estimulem e favoreçam o envelhecimento digno e saudável.

Você pode ajudar a financiar programas e ações voltados à pessoa idosa contribuindo com o Fundo do Idoso, seja da sua cidade, do seu Estado ou o nacional. Na declaração do Imposto de Renda, pessoas jurídicas podem destinar 1% do imposto devido e pessoas físicas, até 3%, como estabelece a LEI Nº 13.797, DE 3 DE JANEIRO DE 2019. No preenchimento da declaração, o valor desejado deve ser indicado na opção “Doações Diretamente na Declaração”. Não há nenhum acréscimo para o doador, já que o valor é uma porcentagem do imposto devido.

O Fundo é um importante instrumento para que os Conselho da Pessoa Idosa possam contribuir para a implementação e fortalecimento de políticas públicas. O controle sobre a utilização dos recursos cabe ao próprio Conselho ao qual o Fundo é vinculado e também ao poder público e aos Tribunais de Contas. A seleção de projetos e iniciativas é feita por meio de editais.

As doações para os Fundos do Idoso podem ser feita ao longo do ano, não apenas neste período de declaração do Imposto de Renda. Verifique com o Conselho do Idoso de sua cidade ou do seu Estado, como pode ser feita a doação.

De acordo com dados do governo federal, os Fundos dos Direitos da Pessoa Idosa (FDI) receberam em 2021 R$ 51.529.933,80 milhões em doações realizadas durante a Declaração do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física 2020. No ano anterior, foram R$ 22,8 milhões, o que representa um aumento de 126%.

Políticas públicas

Colabore e também cobre políticas públicas em favor da pessoa idosa. No Estado de São Paulo, de acordo com levantamento do Conselho Estadual do Idoso de São Paulo (CEI-SP), 54% dos 645 municípios não têm o Fundo do Idoso. Também 8,37% dos municípios ainda não instituíram o Conselho do Idoso. A Longevida pode ajudar sua cidade na implementação do Fundo e na criação do Conselho. Veja mais informações no nosso site. Acesse aqui!

(com informações do CEI-SP, que realiza a campanha Imposto de Renda do Bem e Governo Federal / Imagem: Governo Federal-Divulgação)

Impulso Positivo destaca Glossário Coletivo

A diretora e fundadora da Longevida, Sandra Regina Gomes, aceitou o convite do podcast Impulso Positivo, de Portugal, para um bate-papo sobre o Glossário Coletivo de Enfrentamento ao Idadismo, iniciativa da consultoria abraçada por diversos parceiros, que está disponível gratuitamente no site da Longevida. Clique aqui!

O Impulso Positivo, que tem à frente Sofia Alçada, é uma plataforma portuguesa de conteúdo focado na longevidade e no envelhecimento ativo e positivo. Também participaram do episódio do podcast Stella Bettencourt da Câmara, doutora em Gerontologia Social, e Silvia Triboni, editora e produtora de conteúdo em Longevidade e Turismo e colaboradora da Longevida.

Sandra destacou na entrevista as ações desenvolvidas pela Longevida em prol do envelhecimento digno e qualidade de vida, com o propósito de valorização da pessoa idosa. Com a oferta de serviços como mentoria, consultoria para implantação de serviços públicos voltados para a população 60+, formação de cuidadores formais e informais, entre outras frentes. Com o diferencial de uma equipe multidisciplinar e transversal na questão do conhecimento na área da gerontologia.

A diretora da Longevida ressaltou ainda a importância de dar visibilidade aos mais de 34 milhões de brasileiros idosos, e o gestor público precisa oferecer condições para o exercício do protagonismo e cidadania dessa população. Um trabalho de sensibilização que deve atingir o poder público, a iniciativa privada e a sociedade civil para um envelhecimento digno também para as crianças e jovens de hoje.

“Temos que trabalhar nas duas frentes, de  baixo pra cima, e de cima para baixo. Importante que todos nós possamos conhecer as leis, os direitos, o Estatuto (da Pessoa Idosa), a Política Nacional do Idoso, e estamos para assinar a Convenção Interamericana”, disse Sandra.

O Glossário Coletivo de Enfrentamento ao Idadismo é parte desse processo. “Nós temos que usar todos os meios de comunicação e sensibilização para atingir nossa meta, e uma delas é a questão da linguagem e a gente se reporta a questão do glossário, vimos que uma fala preconceituosa, representa a exclusão do outro”, afirmou Sandra, convidando outras instituições, inclusive de Portugal a participarem da iniciativa para uma mudança de discursos e evitando uma narrativa preconceituosa.

Assista o episódio na íntegra em

Impulso Positivo - Glossário

12º Congresso Paulista de Geriatria e Gerontologia (Gerp’22)

Diretora da Longevida participa do 12º Congresso Paulista de Geriatria e Gerontologia

A Longevida, consultoria na área do envelhecimento, estará presente no 12º Congresso Paulista de Geriatria e Gerontologia (Gerp’22), um dos mais importantes eventos da área. Nesta edição, será totalmente online. “O GERP congrega as mais novas informações científicas na área do envelhecimento e promove debates entre profissionais e atores da sociedade civil”, diz Sandra Regina Gomes.

Com vasta experiência na área de políticas públicas voltadas à pessoa idosa, a fundadora e diretora de Longevida é fonoaudióloga formada pela PUC-SP, especialista em Gerontologia pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia e mestre em Gestão e Políticas Públicas na Fundação Getúlio Vargas (SP).

A programação do evento, uma realização da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), prevê duas etapas. Nos dias 30 e 31 de março, na fase pré-congresso, serão oferecidos quatro cursos: Desospitalização e Transição de Cuidados – Uma abordagem prática; Doença de Parkinson; Medicina do Estilo de Vida e Gerontotecnologia.

De 5 a 9 de abril haverá o Congresso propriamente dito que, segundo os promotores, será marcado pela inovação e atualização com foco na educação. “No Gerp’22 também vamos dar ênfase à diversidade, não só de gênero, raça, credo, profissão, mas principalmente, idade”, informa a entidade.

A diretora da Longevida, Sandra Regina Gomes, juntamente com Eliana Novaes, falará a respeito do “O impacto da pandemia na socialização do idoso”, na sexta-feira, dia 8, das 19h50 às 20h30. Ao longo de todo o 12º Congresso, está prevista uma extensa programação de temas do maior interesse da geriatria e gerontologia, a serem abordados em conferências, miniconferências, mesas-redondas, palestras e apresentação de casos clínicos.

A conferência magna de abertura abordará “A comunicação não violenta como instrumento no cuidado ao idoso”.  Algumas outras apresentações previstas são: “Atualização sobre medicamentos da osteoporose”; “O envelhecimento nas deficiências físicas e intelectuais”; “Velhice e diversidade: questões de gênero e sexualidade”, “O analfabetismo funcional entre os cuidadores de idosos – qual o impacto sobre a assistência?”; “Cuidados em fim de vida: idosos com e sem demência”; “Envelhecimento saudável: O que há de novo na terapia nutricional”; “Envelhecimento de pessoas transgêneras” e “Oncogeriatria”.

Mais informações do Congresso, que será 100% on-line, podem ser obtidas em https://congressogerp.com.br.

Marcio Lobo - cartunista

Cartunista Marcio Lobo reflete sobre idadismo com sua arte

Texto: Katia Brito

Marcio Lobo, cartunista autodidata, que em março completará 56 anos, é o autor dos cartuns em destaque nas redes sociais da Longevida. A inspiração veio do Glossário Coletivo de Enfrentamento ao Idadismo, lançado em dezembro do ano passado pela Longevida e parceiros, e especialmente do tema da campanha que deu origem à publicação: #lugardepessoaidosaéondeelaquiser: “Sem nenhum exagero, após ler a frase a criação foi automática, questão de segundos, foi incrível!”, conta. Conheça um pouco mais sobre ele nesta entrevista.

Como conheceu o Glossário Coletivo de Enfrentamento ao Idadismo? Já esteve ou está engajado em movimentos de longevidade?

Fui “marcado” por uma amiga (Silvia Triboni) num post do Grupo Maturi no Facebook. Entrei, fucei e adorei. Muito conteúdo, muita seriedade e muita relevância, muito mais que uma prestação de serviço. Conheci o Glossário nesse grupo. Nunca estive engajado em movimentos de longevidade até porque não sabia da existência deles, só que hoje isso virou um desejo.

Cartum Lobo - Glossário

Qual sua primeira impressão da frase da Campanha de Enfrentamento ao Idadismo da Longevida: #lugardepessoaidosaéondeelaquiser?

Uau, a frase! Foi absurdamente impactante, é uma frase absoluta, que não precisa ser explicada; nela contém respeito, protesto, enfrentamento, calor… enfim, uma frase libertadora. Gostaria muito de conhecer o (a) autor (a).

Como foi a criação das ilustrações inspiradas na frase?

Sem nenhum exagero, após ler a frase a criação foi automática, questão de segundos, foi incrível! Ao ler o glossário e os depoimentos houve uma mistura de sentimentos e confesso que entre eles houve uma boa dose de revolta. Não imaginava que esse preconceito fosse tão intenso e pesado, fiquei meio passado.

Como você avalia a importância da luta contra o idadismo?

Na minha opinião é de extrema importância que isso seja combatido incansavelmente, pois não se trata apenas de educação moral ou cidadania, e sim de saúde mental, bem-estar e respeito pela biografia de cada um.

Você sempre foi cartunista? Como e quando começou sua carreira?

Sim, sempre. O cartum sempre fez parte da minha vida. Com 11 anos de idade, havia criado exatos 51 personagens e alguns deles eu trabalhei em formato de historias em quadrinhos. Nunca parei. Comecei minha carreira em meados de 1982 na agência de publicidade James Walter Thompson como ilustrator training após ter vencido três concursos de desenho em nível nacional.

O que o motivou a trabalhar neste universo?

Aos 16 anos, conquistei o primeiro lugar num concurso de desenho promovido pela Rede Globo de Televisão e, aos 17, o primeiro lugar em dois concursos promovidos pela Editora Abril Cultural. Essas conquistas me renderam um Mini Buggy, uma moto 0 Km e um microcomputador, e isso me motivou a buscar um espaço profissional.

Quais os trabalhos de maior destaque na sua trajetória?

Minha relação com meus desenhos é 100% afetiva e não consigo destacar um ou outro. Tenho vários prêmios nacionais e internacionais, mas isso não quer dizer que algum mereça um destaque pessoal. Eu me orgulho sim, porém sem nenhuma vaidade, de ter trabalhado como cenarista em dois curtas-metragens Disney para a série DukeTales nos anos 90; trabalhos prazerosos e junto a uma equipe brilhante e inesquecível.

Como é seu trabalho hoje?

Há cinco anos, trabalho em casa como freelancer. Com o passar do tempo, uma recolocação se tornou impossível, pois a idade vai pesando. Sinto que fui ganhando alguns rótulos nada verdadeiros, do tipo, desatualizado, ultrapassado, inflexível, entre outros. Ouvi também de um ex-contratante que me tornei caro para o mercado, então desisti de tentar me recolocar, mas hoje me sinto feliz nessa condição.

A maturidade mudou sua perspectiva como cartunista?

Sim, a maturidade muda TUDO. O humor dos anos 80, 90 e 2000 são completamente diferentes do humor atual. O mundo mudou também e muito rápido por conta da tecnologia e acho que com esses novos cenários, novos conceitos e as novas necessidades, nós, cartunistas, precisamos de novos olhares.

Como você avalia a importância da sua arte nos dias de hoje? O que te inspira a desenhar?

A arte é absoluta, importante e necessária para a vida, seja ela minha, de gerações passadas ou a das que virão. A minha inspiração vem de tudo o que a vida me apresenta e o que mais me motiva a desenhar é exatamente tudo que me incomoda.

Quais são seus projetos para 2022? 

Inicio o ano concentrado em projetos autorais, (em fevereiro) lançarei uma história em quadrinhos na plataforma Amazon, e na sequência darei andamento a um livro infantil que foi baseado em um fato que ocorreu com a minha filhota numa praia da Bahia quando estávamos em férias. É um livro bem conceitual e com uma mensagem que vale para toda vida. Devo também abrir canais no YouTube com conteúdos sobre desenho, humor gráfico e cartuns animados. No mais, devo tirar outros projetos da gaveta, que apesar de estarem guardados são atuais, e dar andamento. Saiba mais no site Ilustralobo.wixsite.com/lobo

Velhice não é doença

OMS retira “velhice” da classificação de doenças

Movimento #velhicenãoédoença

Por determinação da Organização Mundial da Saúde (OMS), a partir de 1º de janeiro de 2022, “Velhice” passaria a integrar a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde – CID11, no capítulo sinais, sintomas e achados inespecíficos relacionados à saúde. Essa inclusão causaria um impacto negativo de proporções incalculáveis em vários segmentos, da saúde à economia, reforçando preconceito contra os mais velhos (idadismo), modificando as estatísticas de morbimortalidade e fomentando a indústria anti-ageing. Tal decisão representava um significativo retrocesso na área de gerontologia que, há décadas trabalha em prol do envelhecimento e do respeito à dignidade das pessoas idosas.

Embora essa decisão da OMS datasse de 2018, ela veio à tona no final de maio de 2021 por meio do canal @oquerolanageronto em uma live tendo como convidados Dr. Alexandre Kalache (ILC-Brasil) e Dr. Carlos Uehara (SBGG) dando início a uma grande mobilização da sociedade civil e criando o movimento #velhice não é doença que agregou diferentes pessoas e instituições em favor da exclusão desse código da CID11. 

Sob a liderança Dr Kalache, reconhecido internacionalmente por conquistas em prol do Envelhecimento Ativo e Saudável, esse movimento produziu inúmeros encontros e discussões virtuais, além de documentos encaminhados ao Ministro da Saúde e à própria OMS. O propósito de valorização do envelhecer com dignidade ganhou rapidamente a adesão de milhares de pessoas e de instituições importantes como: Centro Internacional de Longevidade Brasil (ILC-BR), Pastoral da Pessoa Idosa, SESC, universidades públicas, CONASS, CONASEMS, ativistas políticos como o ex-vereador Gilberto Natalini.

A presidente destituída do Conselho Nacional de Direitos das Pessoas Idosas, Lúcia Secotti, a Longevida, o Movimento Atualiza, ABG (Associação Brasileira de Gerontologia), entre outras, se uniram à causa, que repercutiu junto à sociedade civil, à imprensa e as mídias em geral. O Movimento #velhicenãoédoença extrapolou fronteiras e ganhou a adesão de profissionais e instituições de diversos países da América Latina e da Europa, entre eles a Associação Internacional de Gerontologia e Geriatria (IAGG) e o Ministério da Saúde da Costa Rica.

Vitória das pessoas idosas

Longevida - Velhice não é doença

Finalmente, após meses de ampla articulação e forte presença nas redes sociais, a OMS decidiu que o código “Velhice” será retirado da CID-11. O anúncio foi feito pela direção da divisão que coordena a iniciativa ‘Década do Envelhecimento Saudável’ a Kalache em 14 de dezembro. ‘Um dia histórico de conquista da sociedade civil brasileira que beneficiará as pessoas idosas de todo o mundo’, comemora. A mudança já consta no site da OMS e no lugar de “Old age”, no código MG2A consta Ageing associated decline in intrinsic capacity (capacidade intrínseca em declínio associada ao envelhecimento).

O movimento #velhicenãoédoença continuará estimulando o debate público sobre as implicações do termo que substituirá a palavra ‘velhice’ na CID-11, bem como prosseguirá na defesa dos direitos à vida e às práticas cidadãs em prol do bem-estar das pessoas idosas – como proposto pela Convenção Pan-Americana de Direitos das Pessoas Idosas ainda não endossado pelo governo brasileiro. Acompanhe o perfil do Instagram e a página do Facebook do movimento.

Longevida

O braço social da Longevida participa ativamente desde o início do movimento “Velhice não é Doença” com Sandra Gomes, na articulação, e Karen Garcia de Farias, no marketing e nas redes sociais, juntamente com Luanna Roteia. Katia Brito e Silvia Triboni também colaboram com a iniciativa. A PNZ Comunicação, de Fabian Ponzi, parceiro da Longevida, foi responsável pela identidade visual do movimento.

Portais de Pernambuco, São Paulo e Portugal destacam o Glossário Coletivo

O lançamento do Glossário Coletivo de Enfrentamento ao Idadismo, realizado no dia 10 de dezembro, Dia Mundial dos Direitos Humanos, foi destaque em veículos de comunicação de São Paulo, Pernambuco e Portugal. A publicação foi idealizada pela Longevida e conta com importantes parceiros: a Prefeitura de Recife, por meio da Gerência da Pessoa Idosa; Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)Grande Conselho Municipal do Idoso de São Paulo; Secretaria Municipal de Cidadania e Direitos Humanos de São PauloCasa Vovó Bibia de Apoio à Família, também de Recife (PE), e o Movimento Atualiza. A publicação estará disponível para download no site da Longevida – www.longevida.ong.br. O material reúne termos, expressões, frases e situações que expressam o idadismo, preconceito contra a pessoa idosa. Confira as publicações:

ENVELHECER (Portugal)

LONGEVINEWS (Região Metropolitana de Campinas/SP)

PORTAL DO ENVELHECIMENTO (São Paulo)

PORTAL PINZÓN (Pernambuco)

Lançamento Glossário Coletivo

Longevida lança Glossário Coletivo de Enfrentamento ao Idadismo

Com Prefeitura de São Paulo

A Longevida, consultoria na área do envelhecimento, lançou no dia 10 de dezembro, Dia dos Direitos Humanos, o Glossário Coletivo de Enfrentamento ao Idadismo. Uma live especial apresentou o material, produzido de forma colaborativa, com importantes parceiros, reunindo termos, expressões, frases e situações que expressam o idadismo, o preconceito contra a pessoa idosa. Assista a live no YouTube da Longevida: https://www.youtube.com/c/Longevida ou no Facebook: https://www.facebook.com/longevidaconsultoria.

O Glossário Coletivo foi produzido em parceria com a Prefeitura do Recife, por meio da Gerência da Pessoa Idosa; Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE); Grande Conselho Municipal do Idoso de São Paulo; Secretaria Municipal de Cidadania e Direitos Humanos de São Paulo; Casa Vovó Bibia de Apoio à Família, também de Recife (PE), e o Movimento Atualiza. O material está disponível para download pelo link – https://www.longevida.ong.br/glossario_idadismo.pdf

A iniciativa é uma das ações da Campanha de Enfrentamento ao Idadismo “Lugar de pessoa idosa é onde ela quiser”, lançada em outubro de 2021 pela Longevida. Outras ações foram as lives sobre o duplo preconceito que muitas vezes envolve a pessoa idosa, em relação ao capacitismo, ao racismo, à população LGBTQIA+ e a feminização da velhice. Temas que nos revelam como o idadismo, infelizmente, está na estrutura da sociedade, nas instituições públicas e privadas, e por vezes é reproduzido pelas próprias pessoas idosas. As lives podem ser visualizadas no YouTube da Longevida.

Festival Direitos Humanos

O Glossário Coletivo de Enfrentamento ao Idadismo também integrou o Festival de Direitos Humanos, iniciativa da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC). Em sua nona edição, a programação mesclou atrações presenciais e virtuais, incluindo cine debates, oficinas, painéis e exposições fotográficas. O festival trouxe temas relacionados à garantia de direitos fundamentais e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU).