Marcio Lobo - cartunista

Cartunista Marcio Lobo reflete sobre idadismo com sua arte

Texto: Katia Brito

Marcio Lobo, cartunista autodidata, que em março completará 56 anos, é o autor dos cartuns em destaque nas redes sociais da Longevida. A inspiração veio do Glossário Coletivo de Enfrentamento ao Idadismo, lançado em dezembro do ano passado pela Longevida e parceiros, e especialmente do tema da campanha que deu origem à publicação: #lugardepessoaidosaéondeelaquiser: “Sem nenhum exagero, após ler a frase a criação foi automática, questão de segundos, foi incrível!”, conta. Conheça um pouco mais sobre ele nesta entrevista.

Como conheceu o Glossário Coletivo de Enfrentamento ao Idadismo? Já esteve ou está engajado em movimentos de longevidade?

Fui “marcado” por uma amiga (Silvia Triboni) num post do Grupo Maturi no Facebook. Entrei, fucei e adorei. Muito conteúdo, muita seriedade e muita relevância, muito mais que uma prestação de serviço. Conheci o Glossário nesse grupo. Nunca estive engajado em movimentos de longevidade até porque não sabia da existência deles, só que hoje isso virou um desejo.

Cartum Lobo - Glossário

Qual sua primeira impressão da frase da Campanha de Enfrentamento ao Idadismo da Longevida: #lugardepessoaidosaéondeelaquiser?

Uau, a frase! Foi absurdamente impactante, é uma frase absoluta, que não precisa ser explicada; nela contém respeito, protesto, enfrentamento, calor… enfim, uma frase libertadora. Gostaria muito de conhecer o (a) autor (a).

Como foi a criação das ilustrações inspiradas na frase?

Sem nenhum exagero, após ler a frase a criação foi automática, questão de segundos, foi incrível! Ao ler o glossário e os depoimentos houve uma mistura de sentimentos e confesso que entre eles houve uma boa dose de revolta. Não imaginava que esse preconceito fosse tão intenso e pesado, fiquei meio passado.

Como você avalia a importância da luta contra o idadismo?

Na minha opinião é de extrema importância que isso seja combatido incansavelmente, pois não se trata apenas de educação moral ou cidadania, e sim de saúde mental, bem-estar e respeito pela biografia de cada um.

Você sempre foi cartunista? Como e quando começou sua carreira?

Sim, sempre. O cartum sempre fez parte da minha vida. Com 11 anos de idade, havia criado exatos 51 personagens e alguns deles eu trabalhei em formato de historias em quadrinhos. Nunca parei. Comecei minha carreira em meados de 1982 na agência de publicidade James Walter Thompson como ilustrator training após ter vencido três concursos de desenho em nível nacional.

O que o motivou a trabalhar neste universo?

Aos 16 anos, conquistei o primeiro lugar num concurso de desenho promovido pela Rede Globo de Televisão e, aos 17, o primeiro lugar em dois concursos promovidos pela Editora Abril Cultural. Essas conquistas me renderam um Mini Buggy, uma moto 0 Km e um microcomputador, e isso me motivou a buscar um espaço profissional.

Quais os trabalhos de maior destaque na sua trajetória?

Minha relação com meus desenhos é 100% afetiva e não consigo destacar um ou outro. Tenho vários prêmios nacionais e internacionais, mas isso não quer dizer que algum mereça um destaque pessoal. Eu me orgulho sim, porém sem nenhuma vaidade, de ter trabalhado como cenarista em dois curtas-metragens Disney para a série DukeTales nos anos 90; trabalhos prazerosos e junto a uma equipe brilhante e inesquecível.

Como é seu trabalho hoje?

Há cinco anos, trabalho em casa como freelancer. Com o passar do tempo, uma recolocação se tornou impossível, pois a idade vai pesando. Sinto que fui ganhando alguns rótulos nada verdadeiros, do tipo, desatualizado, ultrapassado, inflexível, entre outros. Ouvi também de um ex-contratante que me tornei caro para o mercado, então desisti de tentar me recolocar, mas hoje me sinto feliz nessa condição.

A maturidade mudou sua perspectiva como cartunista?

Sim, a maturidade muda TUDO. O humor dos anos 80, 90 e 2000 são completamente diferentes do humor atual. O mundo mudou também e muito rápido por conta da tecnologia e acho que com esses novos cenários, novos conceitos e as novas necessidades, nós, cartunistas, precisamos de novos olhares.

Como você avalia a importância da sua arte nos dias de hoje? O que te inspira a desenhar?

A arte é absoluta, importante e necessária para a vida, seja ela minha, de gerações passadas ou a das que virão. A minha inspiração vem de tudo o que a vida me apresenta e o que mais me motiva a desenhar é exatamente tudo que me incomoda.

Quais são seus projetos para 2022? 

Inicio o ano concentrado em projetos autorais, (em fevereiro) lançarei uma história em quadrinhos na plataforma Amazon, e na sequência darei andamento a um livro infantil que foi baseado em um fato que ocorreu com a minha filhota numa praia da Bahia quando estávamos em férias. É um livro bem conceitual e com uma mensagem que vale para toda vida. Devo também abrir canais no YouTube com conteúdos sobre desenho, humor gráfico e cartuns animados. No mais, devo tirar outros projetos da gaveta, que apesar de estarem guardados são atuais, e dar andamento. Saiba mais no site Ilustralobo.wixsite.com/lobo

Velhice não é doença

OMS retira “velhice” da classificação de doenças

Movimento #velhicenãoédoença

Por determinação da Organização Mundial da Saúde (OMS), a partir de 1º de janeiro de 2022, “Velhice” passaria a integrar a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde – CID11, no capítulo sinais, sintomas e achados inespecíficos relacionados à saúde. Essa inclusão causaria um impacto negativo de proporções incalculáveis em vários segmentos, da saúde à economia, reforçando preconceito contra os mais velhos (idadismo), modificando as estatísticas de morbimortalidade e fomentando a indústria anti-ageing. Tal decisão representava um significativo retrocesso na área de gerontologia que, há décadas trabalha em prol do envelhecimento e do respeito à dignidade das pessoas idosas.

Embora essa decisão da OMS datasse de 2018, ela veio à tona no final de maio de 2021 por meio do canal @oquerolanageronto em uma live tendo como convidados Dr. Alexandre Kalache (ILC-Brasil) e Dr. Carlos Uehara (SBGG) dando início a uma grande mobilização da sociedade civil e criando o movimento #velhice não é doença que agregou diferentes pessoas e instituições em favor da exclusão desse código da CID11. 

Sob a liderança Dr Kalache, reconhecido internacionalmente por conquistas em prol do Envelhecimento Ativo e Saudável, esse movimento produziu inúmeros encontros e discussões virtuais, além de documentos encaminhados ao Ministro da Saúde e à própria OMS. O propósito de valorização do envelhecer com dignidade ganhou rapidamente a adesão de milhares de pessoas e de instituições importantes como: Centro Internacional de Longevidade Brasil (ILC-BR), Pastoral da Pessoa Idosa, SESC, universidades públicas, CONASS, CONASEMS, ativistas políticos como o ex-vereador Gilberto Natalini.

A presidente destituída do Conselho Nacional de Direitos das Pessoas Idosas, Lúcia Secotti, a Longevida, o Movimento Atualiza, ABG (Associação Brasileira de Gerontologia), entre outras, se uniram à causa, que repercutiu junto à sociedade civil, à imprensa e as mídias em geral. O Movimento #velhicenãoédoença extrapolou fronteiras e ganhou a adesão de profissionais e instituições de diversos países da América Latina e da Europa, entre eles a Associação Internacional de Gerontologia e Geriatria (IAGG) e o Ministério da Saúde da Costa Rica.

Vitória das pessoas idosas

Longevida - Velhice não é doença

Finalmente, após meses de ampla articulação e forte presença nas redes sociais, a OMS decidiu que o código “Velhice” será retirado da CID-11. O anúncio foi feito pela direção da divisão que coordena a iniciativa ‘Década do Envelhecimento Saudável’ a Kalache em 14 de dezembro. ‘Um dia histórico de conquista da sociedade civil brasileira que beneficiará as pessoas idosas de todo o mundo’, comemora. A mudança já consta no site da OMS e no lugar de “Old age”, no código MG2A consta Ageing associated decline in intrinsic capacity (capacidade intrínseca em declínio associada ao envelhecimento).

O movimento #velhicenãoédoença continuará estimulando o debate público sobre as implicações do termo que substituirá a palavra ‘velhice’ na CID-11, bem como prosseguirá na defesa dos direitos à vida e às práticas cidadãs em prol do bem-estar das pessoas idosas – como proposto pela Convenção Pan-Americana de Direitos das Pessoas Idosas ainda não endossado pelo governo brasileiro. Acompanhe o perfil do Instagram e a página do Facebook do movimento.

Longevida

O braço social da Longevida participa ativamente desde o início do movimento “Velhice não é Doença” com Sandra Gomes, na articulação, e Karen Garcia de Farias, no marketing e nas redes sociais, juntamente com Luanna Roteia. Katia Brito e Silvia Triboni também colaboram com a iniciativa. A PNZ Comunicação, de Fabian Ponzi, parceiro da Longevida, foi responsável pela identidade visual do movimento.

Portais de Pernambuco, São Paulo e Portugal destacam o Glossário Coletivo

O lançamento do Glossário Coletivo de Enfrentamento ao Idadismo, realizado no dia 10 de dezembro, Dia Mundial dos Direitos Humanos, foi destaque em veículos de comunicação de São Paulo, Pernambuco e Portugal. A publicação foi idealizada pela Longevida e conta com importantes parceiros: a Prefeitura de Recife, por meio da Gerência da Pessoa Idosa; Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)Grande Conselho Municipal do Idoso de São Paulo; Secretaria Municipal de Cidadania e Direitos Humanos de São PauloCasa Vovó Bibia de Apoio à Família, também de Recife (PE), e o Movimento Atualiza. A publicação estará disponível para download no site da Longevida – www.longevida.ong.br. O material reúne termos, expressões, frases e situações que expressam o idadismo, preconceito contra a pessoa idosa. Confira as publicações:

ENVELHECER (Portugal)

LONGEVINEWS (Região Metropolitana de Campinas/SP)

PORTAL DO ENVELHECIMENTO (São Paulo)

PORTAL PINZÓN (Pernambuco)

Lançamento Glossário Coletivo

Longevida lança Glossário Coletivo de Enfrentamento ao Idadismo

Com Prefeitura de São Paulo

A Longevida, consultoria na área do envelhecimento, lança nesta sexta-feira, dia 10 de dezembro, Dia dos Direitos Humanos, o Glossário Coletivo de Enfrentamento ao Idadismo. A live especial vai apresentar o material, produzido de forma colaborativa, com importantes parceiros, reunindo termos, expressões, frases e situações que expressam o idadismo, o preconceito contra a pessoa idosa. Acompanhe a live no YouTube da Longevida: https://www.youtube.com/c/Longevida ou no Facebook: https://www.facebook.com/longevidaconsultoria.

O Glossário Coletivo foi produzido em parceria com a Prefeitura do Recife, por meio da Gerência da Pessoa Idosa; Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE); Grande Conselho Municipal do Idoso de São Paulo; Secretaria Municipal de Cidadania e Direitos Humanos de São Paulo; Casa Vovó Bibia de Apoio à Família, também de Recife (PE), e o Movimento Atualiza. Após a live, o material estará disponível para download no site da Longevida – www.longevida.ong.br.

A iniciativa é uma das ações da Campanha de Enfrentamento ao Idadismo “Lugar de pessoa idosa é onde ela quiser”, lançada em outubro de 2021 pela Longevida. Outras ações foram as lives sobre o duplo preconceito que muitas vezes envolve a pessoa idosa, em relação ao capacitismo, ao racismo, à população LGBTQIA+ e a feminização da velhice. Temas que nos revelam como o idadismo, infelizmente, está na estrutura da sociedade, nas instituições públicas e privadas, e por vezes é reproduzido pelas próprias pessoas idosas. As lives podem ser visualizadas no YouTube da Longevida.

Festival Direitos Humanos

O lançamento do Glossário Coletivo de Enfrentamento ao Idadismo também integra o Festival de Direitos Humanos, iniciativa da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC), que começou no dia 4 de dezembro. Em sua nona edição, a programação mescla atrações presenciais e virtuais, incluindo cine debates, oficinas, paineis e conferir exposições fotográficas.

O festival, que termina na sexta, traz temas relacionados à garantia de direitos fundamentais e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). As atividades são gratuitas, e a presença, em muitas delas, dá direito a certificados de participação. Acesse a programação completa do Festival de Direitos Humanos aqui.

Concurso de Crônicas - Prefeitura do Recife

Recife lança Concurso de Crônicas com o tema “Velhice não é doença!”

Prefeitura do Recife / Foto: Daniel Tavares-Divulgação/PCR

A Prefeitura do Recife (PE), por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social, Direitos Humanos Juventude e Políticas sobre Drogas (SDSDHJPD) e do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa do Recife (Comdir), lançou  o edital do 1º Concurso de Crônicas com o tema “Velhice não é doença!”. Direcionado exclusivamente  às pessoas residentes no Recife, o concurso faz parte da programação do Outubro da Pessoa Idosa de 2021. Acesse o edital pelo link – http://www2.recife.pe.gov.br/sites/default/files/edital_concurso_de_cronicas.pdf

De acordo com a gerente da Pessoa Idosa, Cacilda Medeiros, o Concurso de Crônicas acontece em tempos de discussões sobre Políticas de Enfrentamento aos diversos tipos de violência contra a Pessoa Idosa. E a temática escolhida vai de encontro ao absurdo sobre a possível inclusão de velhice como doença ou problema de saúde, anunciada pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Cacilda destaca que a  intenção é que as produções possam equivaler a manifestações positivas em relação ao olhar da Geriatria e da Gerontologia para a velhice, quando deve haver dignidade e respeito por este grupo social.  As inscrições podem ser realizadas até o dia 10 de novembro. O resultado do concurso será publicado no dia 04 de dezembro, no Diário Oficial do Município, e a premiação no dia 10 de dezembro, durante a VIII Jornada Municipal de Direitos Humanos.

Seminário sobre envelhecimento

Entre os dias 26 e 28 de outubro, Recife realizou o II Seminário sobre Envelhecimento, Velhice e Longevidade – Velhice não é Doença: Diversidade, Inclusão e Cidadania, com apoio da Longevida. Sandra Regina Gomes, diretora e fundadora da Longevida, participou da primeira mesa do seminário com o tema “A velhice para além dos preconceitos e estereótipos: em busca de um envelhecimento ativo”, ao lado de Cacilda Medeiros. O vídeo está disponível no canal do YouTube da Gerência da Pessoa Idosa:

Glossário Coletivo

A Prefeitura do Recife, por meio da Gerência da Pessoa Idosa, é uma das parceiras da Longevida na produção do Glossário Coletivo de Enfrentamento ao Idadismo, que vai reunir, de forma colaborativa, frases, expressões, conceitos e denominações que representem o preconceito contra a pessoa idosa. Também apoiam a iniciativa o Movimento Atualiza, o Grande Conselho Municipal do Idoso de São Paulo, a Secretaria Municipal de Cidadania e Direitos Humanos de São Paulo e a Casa Vovó Bibia de Apoio à Família, de Recife (PE).  

Qualquer pessoa física ou jurídica pode colaborar com o Glossário Coletivo até o dia 12 de novembro pelo e-mail contato@longevida.ong.br. O material será publicado dia 10 de dezembro, Dia dos Direitos Humanos, mesma data da premiação do Concurso de Crônicas.

Lina Menezes recebe Sandra Regina Gomes

Tv Faz Muito Bem 50+ destaca políticas públicas e envelhecimento

Uma aula sobre a importância das políticas públicas para um envelhecimento saudável com Sandra Regina Gomes, diretora e fundadora da Longevida, no programa Tv Faz Muito Bem 50+, comandado pela jornalista Lina Menezes. O programa foi ao ar na TV Câmara SP no dia 8 de outubro e agora está disponível no canal do YouTube Tv Faz Muito Bem.

O Tv Faz Muito Bem 50+ é um canal com dicas para se viver mais e melhor, trazendo entrevistas com especialistas e pessoas inspiradoras e dicas sobre saúde, estilo de vida, comportamento e muito mais. Os programas são exibidos na Tv Câmara SP, canal 8.3, às sextas-feiras, 14h30, com reprises na semana.

A entrevista com Sandra, que tem uma longa jornada na gerontologia e na gestão pública, foi dividida no canal do YouTube em Parte 1 e 2. Confiram!

Seminário sobre Envelhecimento, Velhice e Longevidade - Recife

Longevida apoia Seminário sobre Envelhecimento no Recife

Estão abertas as inscrições para o II Seminário sobre Envelhecimento, Velhice e Longevidade, com o tema “Velhice não é doença: Diversidade, Inclusão e Cidadania”. O evento virtual será nos dias 26, 27 e 28 de outubro. A realização é da Prefeitura do Recife e da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) com apoio da Longevida e do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa do Recife (COMDIR).

Sandra Regina Gomes, diretora e fundadora da Longevida, vai participar da primeira mesa do seminário, no dia 26 de outubro, ao lado de Cacilda Medeiros, responsável pela Gerência da Pessoa Idosa (GPI) da Prefeitura de Recife. Elas abordarão o tema “A velhice para além dos preconceitos e estereótipos: em busca de um envelhecimento ativo”.

Outros temas do primeiro dia serão envelhecimento masculino, políticas públicas e instituições de longa permanência para pessoas idosas, com especialistas do Núcleo de Envelhecimento, Velhice e Idosos (NEVI) da UFRPE, da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) – seção Pernambuco, e representantes da prefeitura e do COMDIR.

Já no dia 27 de outubro, uma das convidadas é a mestre em Gerontologia e presidente destituída do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, Lucia Secoti, que estará no painel sobre “Cidadania, participação e o controle social na defesa e na promoção dos direitos da pessoa idosa”. A inclusão digital e social, velhices e diversidade também serão debatidas, com a participação de outro convidado especial o professor Alexandre Silva, doutor em Saúde Pública e especialista em envelhecimento.  

O encerramento do seminário, no dia 28 de outubro, será com as oficinas “Minha casa, um lugar seguro: preparando o ambiente para evitar acidentes domésticos” e “Primeiros socorros: o que devo fazer antes do socorro médico?”. Os participantes do evento receberão certificado. Inscrições gratuitas pelo site bit.ly/seminarioenvelhecimento2021

Campanha de enfrentamento ao idadimso - Lugar da pessoa idosa é onde ela quiser

Campanha de enfrentamento ao idadismo acontece em outubro

Imagem de debradeka por Pixabay

Em comemoração ao Mês da Pessoa Idosa, a Longevida promove em outubro a campanha de enfrentamento ao idadismo “Lugar de pessoa idosa é onde ela quiser”. O lançamento será no dia 1 de outubro, Dia Internacional da Pessoa Idosa, às 15 horas, com uma live especial com Sandra Regina Gomes, fundadora e diretora da Longevida; Karen Garcia, radialista e podcaster, e Silvia Triboni, editora e produtora de conteúdo em longevidade e turismo, ambas da equipe da Longevida. Acompanhe no canal do YouTube e no página do Facebook da Longevida.

O idadismo, também chamado de etarismo, ageísmo, velhismo, é uma forma de preconceito sofrida por pessoas por conta da idade, sobretudo, em relação aos indivíduos mais velhos. Para muitos, o envelhecimento ainda está associado de forma equivocada a um período de perdas, solidão e isolamento. Enquanto, na verdade, como preconiza a campanha, a velhice é uma das etapas do curso de vida, um período de conquistas e desafios como a infância, a adolescência e a juventude.    

Programação de lives 

Após o lançamento da campanha, as lives serão semanais ao longo do mês de outubro, sempre às sextas-feiras, às 15 horas. Convidados e especialistas vão abordar temas que representam um duplo preconceito para todos, pessoas idosas de hoje e do futuro: a discriminação de pessoas com deficiência, chamado de capacitismo (8 de outubro), os desafios enfrentados pela população LGBTQI+ (15 de outubro), racismo (22 de outubro) e feminização da velhice(29 de outubro). Em cada encontro, a mediação de um integrante da equipe Longevida. 

Além das lives, a campanha estará nas redes sociais com a hashtag #lugardepessoaidosaéondeelaquiser, mostrando toda a potencialidade e as oportunidades do envelhecer.

Glossário

Vinculado à campanha também está o lançamento do Glossário Coletivo de Enfrentamento ao Idadismo. O objetivo é reunir, de forma colaborativa, frases, expressões, conceitos e denominações que representem todo o preconceito contra a pessoa idosa. Qualquer pessoa física ou jurídica poderá colaborar até o dia 12 de novembro, basta encaminhar o material pelo e-mail contato@longevida.ong.br.  O glossário será publicado dia 10 de dezembro, Dia dos Direitos Humanos.

Serviço

Campanha de enfrentamento ao idadismo “Lugar de pessoa idosa é onde ela quiser”

Lives pelo Facebook Longevida Consultoria e canal do YouTube da Longevida

1 de outubro, 15 horas – Lançamento da campanha e do Glossário Coletivo com Sandra Regina Gomes, Karen Garcia e Silvia Triboni

8 de outubro, 15 horas – Idadismo e Capacitismo com Izabel Maior, fisiatra e ex-secretária nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, e Tuca Munhoz, consultor especializado em acessibilidade. Mediação de Katia Fonseca

15 de outubro, 15 horas – Idadismo e LGBTQI+ com Milton Crenitte, médico geriatra e coordenador do ambulatório de sexualidade da pessoa idosa do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, e Gisele Varani, fisioterapeuta, especialista em Gerontologia e representante do grupo Mães pela Diversidade. Mediação de Karen Garcia

22 de outubro, 15 horas  – Idadismo e Racismo com Alexandre Silva, doutor em Saúde Pública pela USP, professor da Faculdade de Medicina de Jundiaí e colunista do UOL; Suelma Inês de Deus Branco, assistente social e mestre em Gerontologia Social, e Maria da Conceição Paulo, a Pretinha, que aprendeu a ler e a escrever com 51 anos e, em 2020, lançou o livro “Jardim de Rosa-Palavra”

29 de outubro, 15 horas –  Idadismo e Feminização da Velhice com Delia Catullo Goldfarb, psicanalista com especialização em Gerontologia e diretora da GER-AÇÕES – Centro de Pesquisas e ações em gerontologia, e Lucila Egydio, consultora em sustentabilidade e desenvolvimento e mestre em Gerontologia. Mediação de Silvia Triboni

Glossário Coletivo de Enfrentamento ao Idadismo

Envio do material até o dia 12 de novembro pelo e-mail contato@longevida.ong.br

Painel Direitos Humanos, Políticas Públicas e demência - SMDHC

Painel debate direitos humanos e políticas públicas para pessoas idosas com demência

A Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC) de São Paulo, por meio da sua Coordenação de Políticas para a Pessoa Idosa, realiza a programação “Conhecimento e Coragem: Dia Nacional de Conscientização da Doença de Alzheimer”, que é celebrado no dia 21 de setembro. Destaque para o encerramento nesta quinta-feira, dia 23, às 10 horas, com o painel “Direitos Humanos e Políticas Públicas para pessoas com demência: Perguntas Frequentes”. A mediação será de Sandra Regina Gomes, diretora e fundadora da Longevida.

O painel também contará com Vera Pedrosa Caovilla, diretora da 50mais Ativo, administradora hospitalar, especialista em Gerontologia Social, pós-graduada em Marketing (FECAP), com mestrado em Serviços de Saúde (Faculdade de Ciências da Saúde – Faculdade São Camilo). O evento online e gratuito será transmitido pela plataforma Google Meet. Basta acessar o link: https://meet.google.com/eij-ofoz-ykf

Orgulho 60+ - Sandra Gomes, Longevida

Orgulho 60+ entrevista Sandra Regina Gomes

Maria Eugênia Meireles, do canal do YouTube Orgulho 60+, bateu um papo em setembro com Sandra Regina Gomes, diretora e fundadora da Longevida, sobre sua trajetória profissional, longevidade, políticas públicas e direitos da pessoa idosa. Destaque também para a campanha Velhice Não é Doença, que tem Sandra como uma das organizadoras.

O Orgulho60+® é um movimento idealizado por Maria Eugênia com o propósito valorizar a longevidade, inspirar o envelhecimento ativo e celebrar a vida. Como ela afirma e toda a equipe da Longevida concorda, “a longevidade é uma conquista a ser celebrada”.