Portais de Pernambuco, São Paulo e Portugal destacam o Glossário Coletivo

O lançamento do Glossário Coletivo de Enfrentamento ao Idadismo, realizado no dia 10 de dezembro, Dia Mundial dos Direitos Humanos, foi destaque em veículos de comunicação de São Paulo, Pernambuco e Portugal. A publicação foi idealizada pela Longevida e conta com importantes parceiros: a Prefeitura de Recife, por meio da Gerência da Pessoa Idosa; Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)Grande Conselho Municipal do Idoso de São Paulo; Secretaria Municipal de Cidadania e Direitos Humanos de São PauloCasa Vovó Bibia de Apoio à Família, também de Recife (PE), e o Movimento Atualiza. A publicação estará disponível para download no site da Longevida – www.longevida.ong.br. O material reúne termos, expressões, frases e situações que expressam o idadismo, preconceito contra a pessoa idosa. Confira as publicações:

ENVELHECER (Portugal)

LONGEVINEWS (Região Metropolitana de Campinas/SP)

PORTAL DO ENVELHECIMENTO (São Paulo)

PORTAL PINZÓN (Pernambuco)

Flor foto criado por pvproductions - br.freepik.com

Longevida participa de eventos em comemoração ao Dia da Pessoa Idosa

Imagem principal: Flor foto criado por pvproductions – br.freepik.com

Dia da Pessoa Idosa - Vereadora Sandra Santana

Para celebrar o Dia Internacional da Pessoa Idosa, celebrado no dia 1 de outubro, vários eventos estão programados pelo país. A Longevida estará representada em encontros em São Paulo e Goiás com a participação de sua diretora e fundadora, Sandra Regina Gomes. Destaque para a live de lançamento da campanha de enfrentamento ao idadismo “Lugar de pessoa idosa é onde ele quiser”.  

A programação começará no dia 30 de setembro, às 19 horas, na live “Dia do Idoso – Importância de uma casa segura para seu bem-estar”, promovida no Facebook da vereadora de São Paulo, Sandra Santana. Sandra Gomes, da Longevida, é convidada juntamente com Maria Paulina, a Vó Tutu, fundadora das ações sociais que levam seu nome.

Goiás

Encontro Estadual dos Direitos da Pessoa Idosa - Goiás

No dia 1 de outubro acontece em Goiás o I Encontro Estadual Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa – Implementação dos Conselhos e Fundos Municipais da Pessoa Idosa, das 9 às 12 horas. O webinar é promovido pelo Ministério Público de Goiás, por meio da Escola Superior (Esump-MPGO), a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de Goiás, Associação Goiana de Municípios, Receita Federal, Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Idosa, entre outros órgãos de Goiás.

Sandra Gomes abrirá o Encontro Estadual com a palestra “A importância do Conselho Municipal da Pessoa Idosa na implementação das políticas públicas”. O evento abordará ainda A Receita Federal Solidária, O papel do profissional de contabilidade na implementação do Fundo da Pessoa Idosa e na destinação das doações a este fundo e experiências do Conselho Municipal de Direitos da Pessoa Idosa. A transmissão será feita pela plataforma Zoom para os inscritos, mas o vídeo ficará disponível no canal da Esump no YouTube.

CRI Norte

Dia da Pessoa Idosa - CRI Norte

Em seguida, a partir das 13h30, Sandra participará de um bate-papo online no Centro de Referência da Zona Norte de São Paulo (CRI Norte), integrando as atividades do Orgulho Prateado. O ambulatório de atenção secundária do Sistema Único de Saúde (SUS) com foco na atenção à saúde ao idoso, é referência para as Unidades Básicas de Saúde (UBS) da região norte da cidade de São Paulo, que conta também com centro de convivência. O bate-papo será transmitido pelo YouTube: http://bit.ly/1Ii3F1U.

Campanha

A partir das 15 horas, é a vez da live de lançamento da campanha de enfrentamento ao idadismo “Lugar de pessoa idosa é onde ele quiser”, promovida pela Longevida. Sandra e a equipe da consultoria na área de envelhecimento vão dar início à campanha que terá lives semanais ao longo do mês de outubro, sempre às sextas-feiras, às 15 horas. Acompanhe as lives pelo Facebook Longevida Consultoria e canal do YouTube da Longevida.   

Idosos negros - pesquisa

Estudo em São Paulo aponta que saúde de idosos negros é pior

Jornal da USP / Imagem de Leroy Skalstad por Pixabay 

Um estudo divulgado recentemente mostrou que os idosos negros na cidade de São Paulo apresentam piores condições de escolaridade, renda, hipertensão arterial e menos acesso a serviços privados de saúde em relação aos brancos. Na pesquisa conduzida pelo doutor em epidemiologia Roudom Ferreira Moura, os idosos negros também avaliaram sua saúde de forma pior: 45,5 % dos idosos pardos e 47,2% dos idosos pretos descreveram seu estado de saúde negativamente (regular, ruim ou muito ruim), enquanto nos idosos brancos esse número foi de 33%.

O trabalho consistiu em uma análise estatística que buscou entender a relação entre condições sociais e de saúde e variáveis demográficas, socioeconômicas e comportamentais e o uso e o acesso a serviços de saúde associados com cor da pele/raça autodeclarada. Foram avaliados 1.017 idosos do município de São Paulo (63,3% brancos, 21,4% pardos e 7,3% pretos/negros), a partir de dados coletados pelo Inquérito de Saúde do Município de São Paulo (ISA-Capital-SP-2015), da Secretaria da Saúde da Prefeitura Municipal de São Paulo.

Apesar de a maioria da população brasileira ser negra, de acordo com o pesquisador, esse recorte demográfico é minoria entre os idosos, pois a expectativa de vida dos negros é pior que a dos brancos. Segundo Moura, as desigualdades raciais na saúde são um tema historicamente negligenciado na academia brasileira. Até 1996, por exemplo, 87% dos registros de óbitos do Estado de São Paulo sequer tinham indicação de qual era a cor da pele / raça dos indivíduos.

Para o pesquisador, o racismo é uma questão bastante controversa no Brasil, onde a influência de ideias como a teoria da democracia racial, muito difundida por autores como Gilberto Freyre, ainda dificulta o reconhecimento da existência desse problema social. Algo que aparece, inclusive, na resistência de algumas publicações a aceitar artigos pautando esse tema, embora seja inegável a importância de investigar essas desigualdades para a aplicação de políticas de saúde pública de qualidade.

Identificar os fatores determinantes sociais e de saúde da população idosa do município de São Paulo sob uma perspectiva racial foi o objetivo da tese de doutorado de Moura, intitulada Idosos brancos e negros da Cidade de São Paulo: desigualdades das condições sociais e de saúde, orientada pelo professor José Leopoldo Ferreira Antunes, do Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP.

O pesquisador afirma que esses indicadores se explicam por condições de racismo estrutural e institucional que se iniciaram, provavelmente, ainda na infância desses indivíduos negros e os afetaram negativamente quanto às questões de desenvolvimento e envelhecimento, classe social, nível de escolaridade, condições e tipos de trabalho, renda, acesso e uso de bens e serviços e condições de saúde.