Glossário Coletivo de Enfrentamento ao Idadismo - segunda edição

Glossário Coletivo de Enfrentamento ao Idadismo chega a segunda edição

Live de lançamento será no dia 5 de dezembro, às 9h30, reunindo representantes das cinco regiões do país

“Fiquemos com Cora Coralina: ‘Convoco os velhos como eu, ou mais velhos que eu, para exerceremos nossos direitos.” Este é o chamado que a pesquisadora emérita da Fiocruz, Maria Cecília de Souza Minayo, de 84 anos, faz aos leitores da 2ª edição do Glossário Coletivo de Enfrentamento ao Idadismo, elaborado pela Longevida – consultoria da área do envelhecimento – em parceria com entidades das cinco regiões do Brasil. O lançamento desta 2ª edição será dia 5 de dezembro, às 9h30, em uma live transmitida pela Escola do Parlamento da Câmara Municipal de São Paulo e pelos canais da Longevida. Para receber o certificado de participação é preciso se inscrever antecipadamente pelo link:

Idadismo – que também pode ser denominado como ageísmo ou etarismo – são formas preconceituosas de se referir às pessoas idosas. A conscientização do uso de palavras – e atitudes – idadistas é a melhor maneira de se eliminar o preconceito contra velhos e velhas. Por isso, o Glossário Coletivo de Enfrentamento ao Idadismo é uma obra de suma importância para permitir que as pessoas idosas exerçam plenamente seus direitos e sejam incluídas, de fato, em nossa sociedade.

O Glossário Coletivo de Enfrentamento ao Idadismo faz farte da campanha #LugardePessoaIdosaÉOndeElaQuiser, lançada em outubro de 2021 pela Longevida, consultoria criada e dirigida por Sandra Regina Gomes, formada em fonoaudiologia e especialista em gerontologia. A primeira edição do Glossário teve lançamento em 10 de dezembro do ano passado, Dia dos Direitos Humanos.

A partir do próximo ano, haverá uma agenda coletiva de lançamentos desta 2ª edição do Glossário, atendendo às diferentes regiões do Brasil.

Segunda edição

O objetivo dessa segunda edição foi reunir, de forma colaborativa com as entidades parceiras, frases, expressões e depoimentos idadistas representativos das cinco regiões brasileiras – Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte -, mostrando que o preconceito etário está espalhado por todo país. Diferente de outras iniciativas no segmento do envelhecimento, o Glossário cumpre seu papel de dar voz e estimular o protagonismo da pessoa idosa em toda a sua diversidade (negros, LGBTQIA+, pessoa com deficiência) presente em diferentes localidades do país.

No evento de lançamento deste dia 5 de dezembro estarão presentes representantes de cada região:

Região Norte: Dra. Cynthia Charone, presidente do Grupo Cynthia Charone, que atende a população idosa do Pará, médica especializada em oftalmologia e Gerontologia pelo Hospital Albert Einstein.

Região Nordeste: Dra. Adriana de Oliveira Alcântara, docente do curso de Especialização em Gerontologia da Unifor (Universidade de Fortaleza/CE)

Região Centro-Oeste: Eduardo Meza, Mestre em Estudos Culturais (2022) pela UFMS e criador do Programa de Promoção dos Direitos Humanos da Pessoa Idosa (2011), atual Programa Universidade Aberta à Pessoa Idosa.

Região Sudeste: Wallace Hetmanek dos Santos, gerontólogo titulado pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG). Professor e supervisor de extensão na UnATI/UERJ.

Região Sul: José Araújo, presidente da Associação Brasileira de Gerontologia do Paraná (ANG/PR)

A partir do dia 5 estará disponível aqui no site da Longevida.

Serviço:

Live de lançamento do Glossário Coletivo de Enfrentamento ao Idadismo

Data: 5 de dezembro (segunda-feira), às 9h30

Inscrições pelo linktr.ee/escoladoparlamento para o recebimento do certificado.

Acompanhe a live de lançamento pelos canais da Longevida: YouTube: https://youtube.com/c/Longevida

Facebook: https://www.facebook.com/longevidaconsultoria/

Setembro Amarelo - prevenção ao suicídio

Setembro Amarelo: entre pessoas idosas aumenta a taxa de suicídio

VivaBem UOL Longevidade, OPAS, Terra e Sesc

A alta ocorrência no mundo caracteriza o suicídio como um problema de saúde pública, por isso a importância da campanha Setembro Amarelo de prevenção ao suicídio e que esta seja uma discussão permanente ao longo do ano. Um desafio também para a população idosa. O último relatório epidemiológico do Ministério da Saúde sobre o tema, publicado em 2017, revela que a taxa geral de suicídio entre as pessoas acima de 70 anos é de 8,9 para cada cem mil habitantes, e na população geral, o número cai para 5,8.

De acordo com estimativas divulgadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), todos os anos, mais pessoas morrem como resultado de suicídio do que HIV, malária ou câncer de mama – ou guerras e homicídios. Em 2019, mais de 700 mil pessoas morreram por suicídio: uma em cada 100 mortes, o que levou a OMS a produzir novas orientações para ajudar os países a melhorarem a prevenção do suicídio e atendimento.

O suicídio está entre os maiores tabus, cercado de preconceito. Muitas famílias ainda tentam apagar da memória social os parentes que dão fim à própria vida. Os enlutados dividem-se entre a revolta, o não entendimento do ocorrido e até a culpa. Em 2020, foi grande o choque em todo o Brasil pela morte do ator Flávio Migliaccio, que tirou a vida aos 85 anos.

Lançada em setembro de 2021, a campanha Bem Me Quer, Bem Me Quero, da Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (ABRATA) e da empresa Viatris, convida à reflexão sobre a importância de fazer parte de uma rede de apoio para ajudar a quem precisa ou, caso seja você quem está se sentindo mal, procurar e aceitar ajuda, tornar-se protagonista da sua saúde e se querer bem.

Um dos caminhos para quem precisa de ajuda é o Centro de Valorização da Vida, que funciona 24 horas por dia, pelo telefone 188, com atendimento também por e-mail e chat. Acesse o site www.cvv.org.br.

Velhice Não é Doença

Movimento “Velhice Não É Doença” mobiliza a sociedade

Imprensa Coletivo Velhice não é Doença / Imagem: Pessoas foto criado por rawpixel.com – br.freepik.com

O envelhecimento da população é um fenômeno global e, no Brasil, especialmente acentuado nos últimos 20 anos, tendendo a acelerar ainda mais nas próximas décadas. Atualmente, as mais de 34 milhões de pessoas acima dos 60 anos são responsáveis por 23% do consumo de bens e serviços no país, contribuindo assim, com seus recursos, para o crescimento da sociedade em geral. Estima-se que em 2040, 57% da força de trabalho brasileira terá mais de 45 anos, conforme aponta pesquisa da consultoria da PWC com a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) – com o reconhecimento da Organização das Nações Unidas (ONU) – estabeleceu em sua resolução de dezembro de 2020 a Década do Envelhecimento Saudável (2021-2030), em consonância com o protagonismo, dinamismo e a importância dos mais velhos mundo afora.

No entanto, a Assembleia Mundial de Saúde, órgão de governança que estrutura e apresenta as ações a serem cumpridas pelas OMS, prevê instituir a velhice como doença, na Classificação Internacional de Doenças, em sua edição de número 11 – CID 11, a partir de 01 de janeiro de 2022, numa clara incoerência à realidade demonstrada até aqui através de seu trabalho na área.

A inclusão da velhice como doença na CID-11 representa a migração de um marcador social (com todas as subjetividades culturais, sociológicas e antropológicas das populações mundiais) para o âmbito de um mecanismo que padroniza enfermidades – o que não contempla a diversidade e as identidades das sociedades e suas construções sociais, econômicas e culturais.

A velhice é uma das etapas de nosso curso de vida e não pode correr o risco de ser interpretada como doença, e sim como a maior conquista social dos últimos 100 anos. Considerar a etapa da velhice como doença é um retrocesso que em muito contribuiria para acentuar globalmente preconceitos em relação à longevidade – o que denominamos idadismo, traduzidos em estigmas que marcam profundamente a saúde emocional e psicossocial das pessoas idosas.

A promoção do envelhecimento deve vir com oportunidades de protagonismo, numa sociedade em que os mais velhos sejam respeitados e valorizados por suas potencialidades como sujeitos de direitos. Lembrando sempre que os jovens de hoje serão os idosos de amanhã – portanto, esta é uma causa de todos.

Um grupo de entidades e representantes da sociedade civil se uniram e criaram o Movimento “Velhice não é Doença”. O coletivo lançou um manifesto aberto a todas as pessoas, empresas, entidades e movimentos sociais que queiram assiná-lo e conta com mais de 3200 assinaturas. O objetivo do movimento é pressionar os deputados, senadores e o governo federal para que cobrem que a OMS reveja a classificação que considera velhice uma doença. 

O documento é subscrito pelas seguintes autoridades e personalidades:

Alexandre Kalache – Centro Internacional da Longevidade – ILC Brasil

Danilo Santos de Miranda – Diretor do SESC-SP

Lucia Secoti – Ex Presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa – CNDI

João Batista Lima Filho – Comissão de Bioética – CNBB

César Eduardo Fernandes – Presidente da Associação Médica Brasileira – AMB

Patrícia Sereno – Programa Até os 120 – Federação Israelita do Estado de São Paulo

Maria Regina Ermírio de Moraes – Instituto Velho Amigo

João Batista de Andrade – Cineasta e Escritor

Sandra Gomes – Longevida Consultoria

Ivete Berkenbrock – Presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia – SBGG

Gilberto Natalini – Associação Popular de Saúde

Maria Lucia Rodrigues – Coordenadora Nacional da Pastoral da Pessoa Idosa – PPI

Luiz Roberto Ramos – Escola Paulista de Medicina – EPM

Meiry Fernanda Pinto Okuno – Escola Paulista de Enfermagem /UNIFESP

Tomas Freund – Conselho Estadual do Idoso de São Paulo

Neide Duque – Grande Conselho Municipal do Idoso de São Paulo

Joel Padula – Superintendente SESC-SP

Cris Monteiro- Vereadora da cidade de São Paulo

Carlota Esteves – CEO do Movimento Longevidade Brasil

Yeda Aparecida de Oliveira Duarte – Estudo SABE/ Saúde, Bem Estar e Envelhecimento/ O que Rola na Geronto

Karen Garcia de Farias – Sessentônica

Marta Fontenele – Jornalista e Pesquisadora do Envelhecimento

Wagner Romão – Cientista Político/UNICAMP

Lina Menezes – Faz Muito Bem 50+ e Tudo Sobre Alzheimer

Beltrina Corte – Portal do Envelhecimento e Espaço Longeviver

Eduardo Jorge – Médico Sanitarista e Ambientalista

Associação Nacional dos Membros do Ministério Público de Defesa dos Direitos dos Idosos e Pessoas com Deficiência – AMPID

Confederação Brasileira dos Aposentados – COBAP

Luis Eduardo Merces – Itaú Viver Mais

Vanessa Idargo Mutchnik- Comitê 60+ Grupo Mulheres do Brasil

Letícia Bittar- OAB Pará

Morris Litvak- Maturi

Eva Bettine e Camila Tiome Baba- Associação Brasileira de Gerontologia- ABG

Silvia Triboni- Across Seven Seas

Ida Nuñez- Adulto+/Inova360/ Record News

Diego Felix Miguel- Convita

Eduardo Meyer- Coletivo Trabalho 60+

Vera Caovilla- 50 mais Ativo

Áurea Soares Barroso- Pastoral da Pessoa Idosa

Dayane Alves- Instituto Família Barrichello

Carla Santana – Sociedade Brasileira de Gerontecnologia

Vera Caovilla- 50 mais Ativo

Luís Baron- Eternamente Sou

Luciana Feldman- Publicitária e Pós Graduanda em Gerontologia

Marco Antonio Vieira Souto – publicitário

Henrique Sergio Sznifer

Sandra Maria Perrone Sznifer

Warley Martins Gonçalves